quarta-feira, 14 de março de 2012

Meu pequeno pónei

Ok...podem gozar comigo à vontade, mas eu era fã confessa desta série muito açucarada sobre pequenos póneis. Olhando para os anos que passaram e vendo o genérico e imagens da série, questiono-me do porquê da minha adoração por esta série...e, por incrivel que pareça, nunca encontrei resposta para tal situação.
Será que era a fofura dos póneis (eu cheguei a ter os ditos póneis em brinquedo)? A história muito doce? Não sei...só sei que gostava daquilo.
O Meu Pequeno Pónei começou por ser uma linha de brinquedos criada pela "Hasbro" em 1982. A linha tornou-se num enorme sucesso e, por conseguinte, foram criados especiais para a tv, séries de desenhos animados e uma longa metragem animada.
Depois de produzidos dois especiais e um filme, a "Sunbow Productions" , a "Marvel Productions", e a "DIC", produziram uma série de desenhos animados inspirada na linha de brinquedos. A série foi produzida em 1986/1987 e foi realizada por Michael Joens.
Nos E.U.A. a série passou com o nome My Little Poney and Friends.
Em 1992, foi produzida uma nova série dos póneis mas diferente da anterior.
A linha de brinquendos foi relançada em 1997 e continua até hoje. Na ultima década foram lançados novos filmes dos póneis em DVD.




Era uma Vez...

Lembro-me de ver quando era pequenita as famosas séries "Era uma vez...", dedicadas ao Homem, à Vida, ao Espaço, ao Corpo Humano, aos Descobridores, etc.
Era uma vez o homem foi criada e realizada por Albert Barillé nos estúdios Procidis em 1978 e conta a história do Homem e as origens da vida. A acção está centrada na vida familiar, de episódio em episódio, encontramos os mesmos personagens a braços com os problemas do seu tempo.A Toccata e Fuga em D menor de JS Bach serviu como genérico, a restante banda sonora foi composta por Yasuo Sugiyama. Esta notável série contribuiu essencialmente para várias gerações de espectadores terem uma paixão pela história da humanidade, através das aventuras de Pedrito e os seus muitos descendentes. Esta série foi um projecto europeu, com a participação do FR3 (França Regiões), CBC, a RAI (italiano Broadcasting), + SSR (Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão), RTBF (rádio e televisão belga) BRT (Radiotelevisão Belga), KRO (Holanda), N K (Norsk Rikskringkasting), SR (Sveriges Radio AB), RTVE (Televisão Espanhola), contou também com a participação do estúdio Tatsunoko do Japão . Foram produzidos 26 episódios de 25 minutos.
A série passou pela primeira vez na RTP em 78/79 em Francês com legendas em português.Passou novamente no inicio dos anos 80 e no inicio dos anos 90, sempre na versão original.




Era uma vez o espaço é uma série francesa de 26 episódios de 25 minutos, criada por Albert Barillé nos estúdios Procida em 1982. Esta série sucede-se Era uma vez o homem . Quase todas as personagens da série 1ª série aparecem na 2ª, incorporadas na decoração e cenários de ficção científica. A belíssima banda sonora foi escrita por Michel Legrand.
A história narra o confronto de várias grandes potências da galáctica (a Confederação da Omega, que a Terra é um membro, a República Cassiopeia militar, chefiada pelo general Velhaco, o Grande Computador, uma espécie de super-poderoso computador, à frente de um exército de robôs), com o pano de fundo, o encontro de uma civilização de seres super-poderosos.
O fio da história segue as aventuras de Pedrito, o filho do Coronel Pedro e sua amiga Psi, desde a sua estreia na polícia de Omega.





Depois do Homem e do Espaço, Albert Barillé criou e realizou Era uma vez a vida. Desta vez, Barillé propôs uma viagem por dentro do corpo humano. A série foi produzida nos estúdios Procidis em 1986 e foram produzidos 26 episódios. A música da série foi composta por Michel Legrand e o tema do genérico foi interpretado pela vencedora do Festival da Eurovisão de 1986, a Sandra Kim.
Nesta série. voltamos a encontrar personagens de outras séries "Era uma vez...".



Dartacão e os 3 Moscãoteiros

Chego finalmente à série que marcou a minha infãncia e que, até hoje, é recordada com muita saudade por milhares de fãs por essa Europa fora, incluindo Portugal. A canção título é daquelas canções que ficam gravadas na mente e que nunca mais desaparecem, apesar dos anos que vão pesando significativamente.
A série foi criada por Claudio Biern Boyd. Os 26 episódios foram produzidos em 1981 pela espanhola BRB internacional e a japonesa Nippon animation.
Dartacão é uma adaptação fiel do romance de Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, embora tenha alguns pormenores diferentes tais como: os protagonistas serem cães ou a amada do protagonista chamar-se Julieta em vez de Constance.
Esta série estreou em Portugal em 1983 aos sábados de manhã. Rapidamente tornou-se num sucesso, sendo repetida várias vezes na RTP. Em 1995 repetiu na TVI várias vezes e actualmente pode ser vista no Disney Channel com a mesma dobragem... felizmente.

 

As aventuras do Bocas

Ai que saudades tenho deste boi adorável...o Bocas foi um dos meus herois de infância (a par do Dartacão). O que me fartei de rir com as suas peripécias juntamente com os seus amigos Ted, a tartaruga que estava sempre a ver a sua carapaça a partir e o Joe, o fiél cão que sofria nas mãos do dono.
Esta série foi uma co-produção entre as Holandesas Telescreen e a Telecable Benelux BV com o estúdio Japonês Wako. O Bocas foi realizado por Hiroshi Sasagawa em 1987. Foram produzidos 52 episódios com 2 história cada um. A série foi baseada numas tiras cómicas Holandesas dos criadores Wil Raymakers e Thijs Willems.
Quando estreou em Portugal fez um enorme sucesso, tanto que é recordada com muito carinho por milhares de portugueses trintões que se riram a bom rir com as aventuras do boi mais conhecido do mundo.



As aventuras de Tom Sawyer

Outra memória musical e televisiva que recordo da minha infância é, sem dúvida, a série As aventuras de Tom Sawyer, como também o seu genérico.
Esta série é baseada no famoso livro do escritor americano Mark Twain, que lançou o seu livro mais conhecido em 1876. Editou ainda outros livros: em 1894 As Viagens de Tom Sawyer e em 1896 Tom Sawyer, Detective, além das aventuras do melhor amigo de Tom Sawyer, Hucleberry Finn.
A série foi produzida em 1980 pela Nippon Animation. Foram produzidos 49 episódios, realizados por Hiroshi Saito.
Lembro-me particularmente de ver esta série no mítico programa Agora Escolha com a desaparecida Vera Roquette, no intervalo onde decorria as votações para a escolha do programa a ser passado. Que ricos tempos...


Abelha Maia

Depois do Fungágá da Bicharada, continuo no reino da banda desenhada onde vou encontrar outra memória bem interessante dos meus idos tempos de infância, onde para me distrair a minha mãe ligava o rádio ou então punha-me em frente à T.V. onde passava horas a ver a animação existente na altura.
Muitos de vocês se recordam da nossa amiga Maia, certo? Não me refiro à taróloga da SIC, mas sim à abelhinha que conquistou os nossos corações nos finais dos anos 70, principio dos anos 80 e que mais tarde ficou tristemente célebre por causa do seu amigo Calimero. Mas enfim...
A série Abelha Maia é uma adaptação do livro As aventuras da Abelha Maia de Waldemar Bonsels (1880-1952), publicado pela primeira vez em 1912. Na realização da série paraticiparam a Alemanha, a Áustria e o Japão. A série foi produzida em 1975, com realização de Hiroshi Saito, produção executiva de Koîchi Motohashi, desenhos de Susumu Shiraume, cenários de Nizô Takahash e música de Karel Svoboda. A série teve ainda a colaboração do cartonista americano Marty Murphy na criação das personagens. Foram produzidos 52 episódios. Nos anos 80 foi produzida uma segunda série.
A série estreou por cá em 1978 com dobragem em português, assim como a 2ª série que estreou no inicio dos anos 80.
Para a história fica o genérico da série cantado por Tozé Brito (cantor e compositor em voga na altura) juntamente com Fernanda de Souza (mais conhecida por Ágata, famosa cantora da musica popular ligeira que, mais tarde, se tornaria famosa com "Perfume de Mulher").




Fungagá da Bicharada

Eu nasci em 1978 e desde o berço criei um elo muito forte com a música. Minha mãe dizia-me que bastava ligar o rádio e eu deixava-me embalar com os sons melódicos que saiam do aparelho, até adormecer.
A minha 1ª recordação musical é, sem dúvida o Fungagá da Bicharada. Convém regressar a 1976, ano em que estreou na RTP (único canal televisivo existente em Portugal) o programa com o mesmo nome da autoria de Júlio Isidro e José Barata Moura. Escusado será dizer que foi um programa infantil com muito sucesso, onde em cada programa era apresentado um animal e uma cantiga sobre o mesmo, sempre de uma forma divertida e educativa. O programa começou por ser apresentado pelo Júlio Isidro e por José Barata Moura. Mais tarte passaram pelo programa Ana Mayer, Cândida Branca Flôr, Tozé Brito, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, entre outros.
Apesar de alguma criticas, o programa teve de imediato a receptividade das crianças e até foi editada uma revista do programa pela editora Editus em Outubro de 1976. A publicação semanal terminou após 41 números. A revista infantil foi dirigida por Júlio Isidro e com produção de Carlos Graça. A administração e publicidade ficavam a cargo de Hugo Lourenço e de Artur Andrade. O arranjo gráfico era de Victor Mesquita, José Antunes, e Catherine Labey.
Entre os seus colaboradores literários contavam-se Maria Alberta Menéres, Maria João Duarte, António Torrado, Eduarda Chiote, José Jorge Letria, Júlio Isidro, Maria Isabel de Mendonça Soares, e Mário Castrim.
Foram lançados 3 LP's, sendo que o 1º disco ficou a cargo de José Barata Moura, o 2º contou com temas da autoria de Tozé Brito e Mike Sergeant (que formariam o grupo GEMINI) e com a participação de Cândida Branca Flor e o 3º disco foi gravado por Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo e contou com a participação de Júlio Isidro.
O programa terminou em 1977, mas o seu tema principal será sempre recordado por trintões como eu que cresceram ao som do mesmo.