sexta-feira, 16 de março de 2012

Madness - Our House (1982)

O meu primeiro contacto com esta irreverante e engraçada banda inglesa foi através de uma colectânea que mais tarde falarei (quando me lembrar do titulo), onde constavam artistas como Lene Lovich, Elvis Costelo, Rachel Sweet, Ramones, Undertones e mais outras bandas. Era um alinhamento dedicado ao rock, new wave, ska, enfim...um album em vinil que recordo com saudades (os meus pais ainda o têm). A canção dos Madness que constava desse album era o Nightboat to Cairo de 1979, embora tivesse sido o esplêndido One Step Beyond que me tenha introduzido ao universo lunático destes ingleses.




Our House foi, sem dúvida, o maior êxito da banda visto que alcançou o 7º lugar da Billboard Top 100 e o 5º lugar da tabela inglesa em 1983. No Reino Unido, Os Madness têm uma enorme legião de fãs mas nos EUA são vistos como one hit wonders, muito por culpa desta canção.
Para a história fica a canção e o video completamente alucinado gravado numa mansão que pertencia ao grande Hugh Hefner, fundador da Playboy.



Culture Club - Do You Really Want to Hurt Me? (1982)

Quem é que não conhece esta canção? Quem é que não conhece o ultra-famoso e exuberante Boy George? Quem não conhece os Culture Club?
Quem viveu a década de 80 em pleno lembra-se perfeitamente deste grupo que apareceu na cena musical em 1982 e logo com um single como este para arrasar.




Esta mistura de new wave, pop, reggae foi geniosa ao ponto de chegar ao topo das tabelas mundiais (tendo falhado a tabela americana por causa de um senhor muito em voga na altura chamado Michael Jackson). Foi geniosa o suficiente para se tornar num clássico dos anos 80, que é recordada com muita regularidade nas rádios, filmes e colectâneas dedicadas à década dos excessos.
O video, que causou polémica na altura, falava do direito à diferença e de como o preconceito da sociedade era enorme.
Boy George foi um produto desses tempos...exuberante, provocante, bizarro e com uma voz cristalina, ele conseguiu chamar para si e para a sua banda a atenção necessária para construir uma carreira.
Este single consta do album de estreia Kissing to be Clever e marcou definitivamente  a banda, que até hoje é recordada com saudades.



Mike Oldfield - Moonlight Shadow (1983), To France (1984)

No seguimento do post anterior onde falei da colectânea Super Disco 83 vou falar sobre algumas das músicas que constaram desse album e dos artistas que as compuseram.
Mike Oldfield já conhecera o sucesso em 1973 com o tenebroso, mas fascinante Tubular Bells, que fez parte da banda sonora de um pequeno filme de terror chamado O Exorcista.




Oldfield foi lançando vários albuns nos anos 70, mas só voltaria ter um êxito semelhante em 1983 com esta canção pop cantada pela cantora escocesa Maggie Reilly, que se juntou ao instrumentalista em 1980.
Foi o single mais bem sucedido de Oldfield, tendo chegado ao topo de várias tabelas europeias.
Oldfield e Reilly viriam a ter outro sucesso discográfico com o tema To France em 1984. Mas para sempre ficará na nossa memória o fantástico Moonlight Shadow com um video a acompanhar com muito misticismo.
Ambas as canções são presenças regulares na M80, o que não causa estranheza visto que são ambas agradáveis de se ouvir.




Super Disco 83

Recordo-me com muito carinho desta colectânea, visto que foi uma daquelas que ouvi em cassete e não em vinil. Isto era conforme a altura...os meus pais compravam algumas em vinil, outras em cassete, sendo que nesta versão o alinhamento era reduzido para metade.
Mesmo sendo um alinhamento reduzido, recordo-me perfeitamente de ter ouvido esta cassete vezes sem conta. Já passaram 29 anos...chiça! Estou velha....



A viagem por esta colectânea começa com o mega-hit Moonlight Shadow de Mike Odfield, seguindo-se uma canção, para muitos esquecida, de F.R. David chamada I Need You. Depois vem o grande single da carreira dos Culture Club, Do You Really Want to Hurt Me, que ainda hoje toca com alguma regularidade nas rádios portuguesas. Alvin Stardust também marca presença com o seu Pretend, seguindo-se o fabuloso Our House da irreverente banda Madness, que se ouvia insistentemente no TNT - Todos no Top. Fat Larry's Band também aparecem com a mitica balada Zoom, seguindo-se o excelente I.O.U da banda Freeze. A 1ª parte encerra com a versão portuguesa de uma canção brasileira chamada Lindo Balão Azul.
A 2ª parte começa com o mitico I Ran dos A Flock of Seagulls (lembram-se do penteado marado do vocalista?), seguindo-se o dançante Fascination do Human League, Don't Go dos Yazoo (duo composto por Alisson Moyet e Vincent Clarke), Temptation dos esquecidos Heaven 17 e Telegraph dos OMD. Para fechar a colectânea temos Kamikaze Eyes de Steve Hillage, It's You, Only You (Mein Shmerz) da excêntrica Lene Lovich e a versão "disco" do tema Memory do musical Cats, lançado pela banda Menace.
Uma excelente colectânea como há muito não se faz, onde indiscutivelmente todas as músicas eram excelentes e obrigavam a audições repetidas.


Martha and the Muffins - Echo Beach (1980)

Começo hoje com mais um single que pertencia à admirável colecção de vinis dos meus pais, motivo pelo qual vou entrar no território do new wave, género musical muito em voga por volta de 1980.
Martha and the Muffins, nome da banda responsável por este single, formaram-se em 1977 no Canadá, sendo que a escolha deste nome surgiu porque a banda não queria adoptar um nome agressivo tal como muitas das bandas punks da altura. Como curiosidade, a vocalista chama-se Martha Jonhson.
A banda gravou o seu album de estreia intitulado Metro Music em 1979 em Inglaterra, tendo este sido lançado pela editora Dindisc, a mesma que lançou os albuns dos OMD.




Deste album saiu o único grande sucesso da banda chamado Echo Beach, que, segundo rezam as crónicas, alcançou o topo da tabela de singles portuguesa, como também foi um sucesso em alguns países europeus como a Austria e o Reino Unido.
Escusado será dizer que a banda não obteve o mesmo sucesso deste single com outros lançamentos, mas nunca deixou de existir. Em 2009, lançou um album de originais que marcou o fim de 18 anos de silêncio musical. 
Esta é, sem dúvida, uma daquelas canções que eu conhecia, que tinha ouvido nos meus verde anos, mas que só voltei a redescobri-la mais tarde durante a minha juventude quando comecei a descobrir e redescobrir memórias antigas da década de 80. Uma boa memória que dá vontade de ouvir de tempos a tempos, sem qualquer tipo de arrependimento. É um bom produto do seu longiquo tempo, muito melhor que a chafurdice que grassa no panorama musical actualmente.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Herman José - A Canção do Beijinho (1980)

Esta é uma das muitas canções que não fazem parte da colecção fantástica de vinis dos meus pais, mas lembro-me bem de ouvir esta canção vezes sem conta na minha infância. Herman José, por esta altura, já era um humorista conhecido mas só conheceria o sucesso com presenças no Passeio dos Alegres, popular programa de televisão de 1981 apresentado por Julio Isidro. Aliás, foi neste programa que Herman apresentou ao público o seu famoso personagem Tony Silva, o rei de toda a música rô, que seria melhor explorado no programa Tal Canal de 1983.




Este single antecede o sucesso estrondoso que Herman iria conseguir nos anos 80 e foi escrito por outro talentoso artista, que tanbém iria se tornar famoso nos anos 80, de seu nome Carlos Paião.
Em 1981, Paião ganharia o Festival da Canção com o famoso Playback (que será falado mais tarde) e lançaria outros singles de igual sucesso como o Cinderela, em 1984. Mais tarde falarei de Paião.
Para a história fica esta canção do beijinho...uma simples e genial letra em que um rapaz tenta beijar uma rapariga, sem sucesso algum.



Joe Dolce - Shaddap Your Face (1980)

Mais outro single pertencente à ecléctica colecção de vinis dos meus pais e que cá em Portugal fez imenso sucesso.
Recordo-me de ouvir esta música vezes sem contas em familia, em festas de garagens ou de "caves", embora nunca tenha entendido o seu sucesso. É claramente uma canção para a desbunda...

Quem cresceu e viveu na década de 80, recorda-se deste grande e único êxito de Joe Dolce, um artista americano que chegou ao nº 1 em vários paises, para depois desaparecer sem deixar rasto.




Este tema é um "one hit wonder" clássico, um pouco esquecido pelas rádios mas que de vez em quando até sabe bem ouvir, nem que seja para tentar perceber como é que teve sucesso. Pois, não se percebe...ouve-se, mastiga-se e deita-se fora.
Joe Dolce lançaria um album que não teve um décimo do sucesso desta canção...porque será?