terça-feira, 27 de março de 2012

Queen - Crazy little thing called LOVE (1979)

Mais um clássico que fez parte da coleção de vinis dos meus pais. Este é especial...provavelmente um dos momentos mais altos e marcantes da extraordinária carreira deste grupo de rock inglês composto pelo incontornável e saudoso Freddie Mercury (vocalista), Brian May (guitarrista), Roger Taylor (baterista) e John Deacon (baixo).
Os Queen apareceram na cena musical em 1971, mas só em 1974 é que conheceram o sucesso com o single Killer Queen do album Sheer Heart Attack, mas seria no ano seguinte que os Queen ganhariam uma outra dimensão com o clássico Bohemian Rhapsody do album A Night at the Opera. A partir vieram sucessos em catadupa como Love of my life, We will rock you e We are the Champions.




Em 1979, Freddie compôs Crazy little thing called Love que surgiu no alinhamento do album de 1980 The Game e, em pouco tempo, o single tornou-se num êxito mundial. Chegou a nº 2 da tabela inglesa e foi nº 1 nos EUA durante 4 semanas. Também atingiu a liderança na tabela da Australia, Canadá e Mexico.
Freddie Mercury compôs esta canção enquanto relaxava no banho num hotel em Munique e levou 10  minutos a compô-la, sendo que Mercury queria fazer uma homenagem a Elvis Presley. Pois...somente compôs uma das melhores canções de sempre que, após 33 anos, ainda perdura na memória de muita gente e é frequentemente ouvida nas rádios.




segunda-feira, 19 de março de 2012

O Disco do Ano (1981)

Mais outra colectânea que recordo vivamente ter ouvido quando era pequenita, mas que já não me lembro se era pertença dos meus pais ou de outra pessoa. O que me vem à mente é a capa do disco muito colorida.




O Disco do Ano de 1981, editado pela Rádio Triunfo, incluía uma série de êxitos do ano, como é hábito neste tipo de discos, mas o alinhamento deste álbum tinha o seu quê de popularuxo, vulgo pimba.
Além do italo-disco dos La Bionda, com o intemporal I Wanna Be Your Lover e do rock português personificado nos Rockvarius com Ela Controla, há neste disco uma série de temas de origem latina, quer vindos de Espanha, Itália, Brasil ou mesmo de Portugal, onde não falha El Baile de los Pajaritos.
No sentido de conseguir enganar os compradores e obter mais vendas, não faltam os The Singers e Kelly Barnes, nomes feitos à pressa para registar Woman In Love e Bette Davis Eyes, dois enormes sucessos da altura, que por razões de direitos ou custos de licenciamento, não podiam aqui figurar nos seus originais. Quem perdiam eram os consumidores menos atentos que, geralmente, caiam quem patinhos na esparrela e assim vendiam-se mais algumas cópias. Contudo, não deixa de ser mais uma memória das colectâneas lançadas em vinil no inicio dos anos 80.

Aqui fica o alinhamento:
1 - La Bionda: I wanna be your lover
2 - Pedro Marin: Cantare
3 - Mara Abrantes: A Guerra dos Meninos
4 - Juan Pardo: Maria Tranquila
5 - The Singers: Woman in Love
6 - Raffaela Carrá: Mamma Dammi 100 lire
7 - Tó Maria Vinhas: O Passarinho
8 - Yuri: Amores Solitários
9 - Ricchi e Poveri: Sara Perche Ti Amo
10 - Karisma: El Baile de los Parajitos
11 - Fernando: Hey Mano
12 - Rockvarius: Ela Controla
13 - José Luis Perales: Ti Quiero
14 - Kelly Barnes: Bette Davis Eyes
15 - Terra a Terra: O Rapaz do Casaquito
16 - Waldirene: Ama-me uma vez mais
17 - Angêlo Máximo: Você quis subir na vida (menina moça)
18 - Barbara Gucci: Fame







 






  

Pedro Marin - Que No (1980)

Mais outro espanhol com direito a figurar neste blog, visto que este foi mais um single dessa distinta colecção de vinis dos meus pais.
Assim que descobri o titulo desta canção na Net, ela veio-me logo à cabeça...muito catchy e ritmada, foi o passaporte para o jovem de 19 anos Pedro Marin de iniciar uma carreira musical fulgurante.




Pedro Marin apareceu na cena musical espanhola em 1980 precisamente com este Que No e Aire, tendo sido o primeiro artista espanhol a trabalhar com sintetizadores e música electrónica, sendo visto como um exemplo para muitas bandas que apareceriam mais tarde. Ele obteve muito sucesso na Europa e nos paises da América Latina, mas de repente desapareceu da cena musical deixando para trás uma carreira que estava no auge. Pelo que se diz, foi banqueiro e regressou à música somente no novo século, mostrando que ainda tinha algo dizer no panorama musical espanhola.
Mas como legado, fica este Que No que foi bem sucedido cá em Portugal e tocado vezes sem conta em muitos rádios e gira-discos.




Cliff Richards - We Don't Talk Anymore (1979)

O que dizer deste clássico dos anos 70? É um clássico, que até hoje é recordado e ouvido constantemente nas rádios. Recordo-me do vinil (mais um da colecção de vinis dos meus pais) e de o ouvir quando era pequena.
Cliff Richards, nascido em Inglaterra em 1940, já era sobejamente conhecido pelo público desde os anos 60, quando lançou albuns e filmes com os Shadows. Ele era uma espécie de Elvis britânico para as fãs do seu estilo musical.
Concorreu ao Eurofestival de 1968 com o célebre Congratulations, acabando por ficar em 2º lugar nesse certame. Voltou a repetir presença no Eurofestival de 1973, acabando ficar no 3º lugar.




Pode se dizer que depois Richards viu a carreira a desmorecer um pouco até 1979 em que lançou este fantástico We Don't Talk Anymore que significou uma espécie de regresso ao sucesso, visto que foi um single que fez muito sucesso mundialmente. Chegou ao topo da tabela inglesa em Agosto de 1979 e por lá ficou 4 semanas. Também alcançou o topo da tabela da Alemanha, Australia, Hong Kong, Irlanda, Malta e Suiça. Conseguiu chegar ao 7º lugar da Billboard Top 100 e vendeu 5 milhões de cópias por esse mundo tudo à pala deste single. Aposto que Portugal também entrou nessa contagem, visto que era uma canção que se ouvia muito na altura por cá. Como curiosidade, foi o 6º video passado na novel MTV em 1981.
Mais uma canção que venceu o teste do tempo, mantendo-se ouvida por esse mundo fora sem qualquer tipo de pudor ou arrependimento. Um belo pedaço de musica e de nostalgia.



Juan Pardo - Amar Después de Amar (1980)

Recordo-me vivamente deste single na incontornável colecção de vinis dos meus pais, mas muito sinceramente não recordo da canção e de cantor. Mas deve ter sido alguém de relevo no nosso panorama musical noutros tempos porque Nuno Markl dedicou-lhe uma edição da "Caderneta de Cromos", por isso...vamos lá tentar analisar este mito espanhol.
Juan Ignacio Pardo Suárez nasceu em Palma de Maiorca, Espanha e é mundialmente conhecido pelo seu nome artistico de Juan Pardo.
Para além de cantor é compositor e, seguramente, é um dos nomes mais sonantes do panorama  musical espanhol, tendo construido uma carreira musical a sós como também em grupos nos anos 60. Também compôs para outros artistas como Los Pecos, Rocio Jurado, Luz Casal, Camilo Sesto, Massiel, etc.


Em 1980, ele lançou o single Amar Después de Amar, razão pela qual ele está a ser falado neste blog. Esta canção pertence ao album Juan, mucho más Juan e foi um êxito fulgurante no nosso país vizinho e, pelos vistos, entre nós também. Como já falei, não me recordo da canção e muito menos do artista (para mim está a ser uma descoberta), mas recordo-me vezes sem conta em ver e tocar neste vinil. É mesmo a única recordação que tenho de Juan Pardo...talvez os mais velhos tenham apreciado este artista espanhol em todo o seu esplendor, mas para mim passou-me completamente ao lado.



domingo, 18 de março de 2012

Boney M - Gotta Go Home/El Lute (1979)

Mais um vinil incontornável...saidinho da eclética colecção de discos dos meus pais e que por mais que chamem de bimba a esta banda, é sempre um prazer ouvi-la.
Boney M. apareceram na cena musical em 1975 pelas mãos do famoso produtor alemão Frank Farian. Ele reuniu quatro jamaicanos: Liz Mitchell, Maizie Williams, Marcia Barrett e Bobby Farrell e deu inicio a uma carreira fulgurante que surtiu muitos clássicos, como: Sunny (1976), Daddy Cool (1976), Ma Baker (1977), Rasputin (1978), Rivers of Babylon (1978), Hooray! Hooray! It's a Holi-Holiday (1979) e Gotta Go Home do mesmo ano.
Contudo, os problemas começaram a surgir quando veio a lume a revelação de que Bobby Farrell não cantava no album (era o próprio Farian que cantava as partes de Farrell no estudio), assim como Marcia Barrett também não cantava no album porque não tinha a voz certa para tais canções. Claro que nos anos 70 e 80, este tipo de artimanha era lugar comum e poucos ligavam a tal situação, mas quando em 1989 Farian tentou o mesmo truque com os Milli Vanilli descobriu que já não poderia continuar a enganar os ouvintes. Mas do escândalo dos Milli Vanilli, falarei mais tarde...
Gotta Go Home foi lançado em 1979 e  fez parte do 4º album da banda chamado Oceans of Fantasy. Foi o primeiro single da banda a não alcançar o top 10 da tabela britânica, alcançando somente o 12º lugar. Esta canção é uma adaptação de um original alemão de 1973 chamado Hallo Bimmelbahn pelo grupo Nightrain e mais recentemente foi utilizado pelo grupo de dança Duck Sauce no contagiante single Barbra Streisand.
El Lute era o lado B deste disco e é uma balada à lá ABBA sobre um bandido espanhol chamado Eleutério Sanchez que, em 1979, estava na prisão. Os Boney M. numa visita promocional a Espanha, conheceram o referido senhor e deram-lhe um disco de ouro referente às vendas deste disco. Há gajos com sorte...




As divergências entre os membros do grupo e com o proprio Farian fez com que a banda se separasse em 1986. A partir dai cada membro foi à sua vidinha, mas continuando com o nome Boney M. Cada membro do grupo iniciou um alinhamento para o nome Boney M., o que faz com que ninguém consiga perceber quem são verdadeiramente os Boney M. actualmente. O alinhamento original dos anos 70 há muito que desapareceu e não existirá qualquer hipótese de reunião visto que Bobby Farrell faleceu no ano passado, a meio de uma digressão com o seu alinhamento Boney M.
Mesmo com estas trocas e baldrocas, os Boney M. ficarão para a história como uma banda essencialmente "disco", que encantou e fez abanar muita gente nas pistas de dança e que mesmo nos dias hoje são capazes de pôr a malta a dançar em qualquer festa dos anos 80, o que comprova que o seu legado é mais que válido e excelente.




sábado, 17 de março de 2012

Heaven 17 - Temptation (1983)

Mais outra memória musical que foi esquecida pelo tempo, tal como a banda que a compôs...muito injustamente. Esta banda de Sheffield apareceu no inicio dos anos 80, tentando cavalgar na vaga new wave que estava no apogeu.
Este trio era composto por Martyn Ware e Ian Craigh Marsh, ambos ex-Human League, e Glenn Gregory, que era o loirinho vocalista. Quase toda a discografia desta banda foi gravada na década de 80, embora tenha ocasionalmente reaparecido para gravar e fazer concertos nos ultimos anos, aproveitando o revivalismo existente sobre esta década.
A banda conseguiu alcançar o sucesso em 1983 com o single Temptation e é facil perceber porquê...uma boa canção pop, polvilhada de sintetizadores e com uma potente voz de Carol Kenyon, fez com que a banda alcançasse o 2º lugar da tabela britânica, tornando-se no seu grande e único sucesso.




Esta canção faz parte do 2º album da banda intitulado The Luxury Gap, que conseguiu ser também bem sucedido na tabela inglesa alcançado o 4º lugar, a mais alta posição que obtiveram ao longo da carreira. 
É de salientar que este trio também participou no single responsável pelo reavivar da carreira de Tina Turner chamado Let's Stay Together, fazendo os coros.
Apesar de continuar a dar concertos, é certo que esta banda foi esquecida e que se tornou inevitavelmente num one-hit wonder.