quarta-feira, 28 de março de 2012

Louise Tucker - Midnight Blue (1982)

Outro vinil que me recordo de tocar e ouvir da coleção dos meus pais... em 1982 uma cantora lírica inglesa de seu nome Louise Tucker surgiu na cena musical com um single que foi um imenso sucesso na Europa, vendendo milhões de cópias.
Portugal não fugiu a esse sucesso e este single foi dos mais ouvidos em 1982, sendo que a versão mais conhecida de Midnight Blue nem foi esta, mas sim de um grupo chamado The Dreamers.
Muita gente não tem conhecimento desse facto, mas de facto a versão do grupo The Dreamers foi a mais tocada e conhecida em Portugal. Até eu desconhecia esse facto porque eu cresci a ouvir a versão de Louise Tucker.
Existe pouca informação sobre o projecto The Dreamers. A única informação disponivel é sobre um tal O. Massenoti na composição do instrumental Messenger, que preenche o lado B do disco do referido projecto.





Midnight Blue foi a canção principal do album de estreia de Louise Tucker com o mesmo nome lançado em 1982, contando também com a participação vocal e produção de Charlie Skarbek.
Tucker conheceu o produtor Tim Smit e daí nasceu a gravação desta canção, que utilizou a melodia Sonata Pathétique de Ludwig Van Beethoven. Smit e Skarbek levaram esta gravação à filial holandesa da Ariola Records e o resto é história.
Esta canção fez sucesso por essa Europa fora, tendo chegado ao 3º lugar da tabela francesa onde permaneceu durante 31 semanas.
Também fez algum sucesso nas terras do Tio Sam chegando ao 46º lugar da tabela Billboard e ao 7º lugar no Canadá. No Reino Unido, só conseguiu um modesto 59º lugar em 1983.
De acordo com o produtor Tim Smit, o somatório das vendas deste single, mais o album com o mesmo nome, chegaram aos 7 milhões, o que quer dizer bastante do sucesso desta mistura bem conseguida entre pop e música sinfónica.
Deixo-vos com as duas versões da mesma canção e vejam as diferenças...parecem-me quase iguais!

 

  

ABBA - Gimme, Gimme, Gimme (A man after midnight)/The King Has Lost His Crown (1979)

Mais um grande clássico da coleção de vinis dos meus pais...sim, também lá constou esta super banda sueca que, em 1979, estava no auge da sua carreira musical.
ABBA foi grupo que desde 1974 (ano em que participou e ganhou o Eurofestival da Canção com a canção Waterloo) até 1983 teve imenso sucesso, especialmente na Europa. Tanto nos EUA  como no Japão, o sucesso foi mais moderado mas isso não retira a esta banda a importância que ela tem para a história da música. Êxitos como Mamma Mia, S.O.S, Money Money Money, Take Chance on Me e o incontornável Dancing Queen (muito celebrado em qualquer festa dos anos 80) são clássicos que são constantemente relembrados até aos dias de hoje com a mesma intensidade de há 30 anos atrás.




Em 1979, Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus compuseram o fantástico single Gimme Gimme Gimme (A Man after Midnight), onde Agnetha Faltskog (a loira) canta maravilhosamente sobre a solidão que sente à meia-noite e de como deseja ardentemente um homem para ampará-la nesses momentos. No lado B deste single encontra-se a canção The King has lost his Crown. O single Gimme Gimme Gimme foi muito bem recebido na Europa e foi o maior êxito dos ABBA no Japão, alcançando o 17º lugar.
Em 2005, Madonna utilizou o sample deste single na sua canção Hung Up que consta do album Confession on the Dancefloor e que permitiu à cantora mais um êxito nas tabelas mundiais.





terça-feira, 27 de março de 2012

Queen - Crazy little thing called LOVE (1979)

Mais um clássico que fez parte da coleção de vinis dos meus pais. Este é especial...provavelmente um dos momentos mais altos e marcantes da extraordinária carreira deste grupo de rock inglês composto pelo incontornável e saudoso Freddie Mercury (vocalista), Brian May (guitarrista), Roger Taylor (baterista) e John Deacon (baixo).
Os Queen apareceram na cena musical em 1971, mas só em 1974 é que conheceram o sucesso com o single Killer Queen do album Sheer Heart Attack, mas seria no ano seguinte que os Queen ganhariam uma outra dimensão com o clássico Bohemian Rhapsody do album A Night at the Opera. A partir vieram sucessos em catadupa como Love of my life, We will rock you e We are the Champions.




Em 1979, Freddie compôs Crazy little thing called Love que surgiu no alinhamento do album de 1980 The Game e, em pouco tempo, o single tornou-se num êxito mundial. Chegou a nº 2 da tabela inglesa e foi nº 1 nos EUA durante 4 semanas. Também atingiu a liderança na tabela da Australia, Canadá e Mexico.
Freddie Mercury compôs esta canção enquanto relaxava no banho num hotel em Munique e levou 10  minutos a compô-la, sendo que Mercury queria fazer uma homenagem a Elvis Presley. Pois...somente compôs uma das melhores canções de sempre que, após 33 anos, ainda perdura na memória de muita gente e é frequentemente ouvida nas rádios.




segunda-feira, 19 de março de 2012

O Disco do Ano (1981)

Mais outra colectânea que recordo vivamente ter ouvido quando era pequenita, mas que já não me lembro se era pertença dos meus pais ou de outra pessoa. O que me vem à mente é a capa do disco muito colorida.




O Disco do Ano de 1981, editado pela Rádio Triunfo, incluía uma série de êxitos do ano, como é hábito neste tipo de discos, mas o alinhamento deste álbum tinha o seu quê de popularuxo, vulgo pimba.
Além do italo-disco dos La Bionda, com o intemporal I Wanna Be Your Lover e do rock português personificado nos Rockvarius com Ela Controla, há neste disco uma série de temas de origem latina, quer vindos de Espanha, Itália, Brasil ou mesmo de Portugal, onde não falha El Baile de los Pajaritos.
No sentido de conseguir enganar os compradores e obter mais vendas, não faltam os The Singers e Kelly Barnes, nomes feitos à pressa para registar Woman In Love e Bette Davis Eyes, dois enormes sucessos da altura, que por razões de direitos ou custos de licenciamento, não podiam aqui figurar nos seus originais. Quem perdiam eram os consumidores menos atentos que, geralmente, caiam quem patinhos na esparrela e assim vendiam-se mais algumas cópias. Contudo, não deixa de ser mais uma memória das colectâneas lançadas em vinil no inicio dos anos 80.

Aqui fica o alinhamento:
1 - La Bionda: I wanna be your lover
2 - Pedro Marin: Cantare
3 - Mara Abrantes: A Guerra dos Meninos
4 - Juan Pardo: Maria Tranquila
5 - The Singers: Woman in Love
6 - Raffaela Carrá: Mamma Dammi 100 lire
7 - Tó Maria Vinhas: O Passarinho
8 - Yuri: Amores Solitários
9 - Ricchi e Poveri: Sara Perche Ti Amo
10 - Karisma: El Baile de los Parajitos
11 - Fernando: Hey Mano
12 - Rockvarius: Ela Controla
13 - José Luis Perales: Ti Quiero
14 - Kelly Barnes: Bette Davis Eyes
15 - Terra a Terra: O Rapaz do Casaquito
16 - Waldirene: Ama-me uma vez mais
17 - Angêlo Máximo: Você quis subir na vida (menina moça)
18 - Barbara Gucci: Fame







 






  

Pedro Marin - Que No (1980)

Mais outro espanhol com direito a figurar neste blog, visto que este foi mais um single dessa distinta colecção de vinis dos meus pais.
Assim que descobri o titulo desta canção na Net, ela veio-me logo à cabeça...muito catchy e ritmada, foi o passaporte para o jovem de 19 anos Pedro Marin de iniciar uma carreira musical fulgurante.




Pedro Marin apareceu na cena musical espanhola em 1980 precisamente com este Que No e Aire, tendo sido o primeiro artista espanhol a trabalhar com sintetizadores e música electrónica, sendo visto como um exemplo para muitas bandas que apareceriam mais tarde. Ele obteve muito sucesso na Europa e nos paises da América Latina, mas de repente desapareceu da cena musical deixando para trás uma carreira que estava no auge. Pelo que se diz, foi banqueiro e regressou à música somente no novo século, mostrando que ainda tinha algo dizer no panorama musical espanhola.
Mas como legado, fica este Que No que foi bem sucedido cá em Portugal e tocado vezes sem conta em muitos rádios e gira-discos.




Cliff Richards - We Don't Talk Anymore (1979)

O que dizer deste clássico dos anos 70? É um clássico, que até hoje é recordado e ouvido constantemente nas rádios. Recordo-me do vinil (mais um da colecção de vinis dos meus pais) e de o ouvir quando era pequena.
Cliff Richards, nascido em Inglaterra em 1940, já era sobejamente conhecido pelo público desde os anos 60, quando lançou albuns e filmes com os Shadows. Ele era uma espécie de Elvis britânico para as fãs do seu estilo musical.
Concorreu ao Eurofestival de 1968 com o célebre Congratulations, acabando por ficar em 2º lugar nesse certame. Voltou a repetir presença no Eurofestival de 1973, acabando ficar no 3º lugar.




Pode se dizer que depois Richards viu a carreira a desmorecer um pouco até 1979 em que lançou este fantástico We Don't Talk Anymore que significou uma espécie de regresso ao sucesso, visto que foi um single que fez muito sucesso mundialmente. Chegou ao topo da tabela inglesa em Agosto de 1979 e por lá ficou 4 semanas. Também alcançou o topo da tabela da Alemanha, Australia, Hong Kong, Irlanda, Malta e Suiça. Conseguiu chegar ao 7º lugar da Billboard Top 100 e vendeu 5 milhões de cópias por esse mundo tudo à pala deste single. Aposto que Portugal também entrou nessa contagem, visto que era uma canção que se ouvia muito na altura por cá. Como curiosidade, foi o 6º video passado na novel MTV em 1981.
Mais uma canção que venceu o teste do tempo, mantendo-se ouvida por esse mundo fora sem qualquer tipo de pudor ou arrependimento. Um belo pedaço de musica e de nostalgia.



Juan Pardo - Amar Después de Amar (1980)

Recordo-me vivamente deste single na incontornável colecção de vinis dos meus pais, mas muito sinceramente não recordo da canção e de cantor. Mas deve ter sido alguém de relevo no nosso panorama musical noutros tempos porque Nuno Markl dedicou-lhe uma edição da "Caderneta de Cromos", por isso...vamos lá tentar analisar este mito espanhol.
Juan Ignacio Pardo Suárez nasceu em Palma de Maiorca, Espanha e é mundialmente conhecido pelo seu nome artistico de Juan Pardo.
Para além de cantor é compositor e, seguramente, é um dos nomes mais sonantes do panorama  musical espanhol, tendo construido uma carreira musical a sós como também em grupos nos anos 60. Também compôs para outros artistas como Los Pecos, Rocio Jurado, Luz Casal, Camilo Sesto, Massiel, etc.


Em 1980, ele lançou o single Amar Después de Amar, razão pela qual ele está a ser falado neste blog. Esta canção pertence ao album Juan, mucho más Juan e foi um êxito fulgurante no nosso país vizinho e, pelos vistos, entre nós também. Como já falei, não me recordo da canção e muito menos do artista (para mim está a ser uma descoberta), mas recordo-me vezes sem conta em ver e tocar neste vinil. É mesmo a única recordação que tenho de Juan Pardo...talvez os mais velhos tenham apreciado este artista espanhol em todo o seu esplendor, mas para mim passou-me completamente ao lado.