Na coleção de vinis dos meus pais, existem muitos géneros musicais e artistas...alguns bem conhecidos, outros que cairam no esquecimento. Daniel Magal é um desses casos...
Daniel Magal nasceu na cidade de Jujuy na Argentina e desde cedo mostrou uma grande aptidão para a música.
O ano de 1975 foi muito importante na vida deste artista, visto que foi o inicio a sério da sua carreira musical com a gravação de algumas canções populares argentinas com o grupo Guatambó.
Em 1977, lançou-se numa carreira a solo e logo como estreia surge a canção Cara de Gitana, que hoje falo neste blog.
Poucas informações tenho sobre este single, a não ser que a capa deste single revela-nos de que existe uma versão portuguesa e inglesa da mesma música, como também este single fez sucesso nos paises latinos onde até hoje Magal goza de popularidade e, pelos vistos, também fez sucesso em Portugal.
Pelo menos os meus pais tinham o vinil...já quer dizer alguma coisa, não?
Outro vinil que me recordo de tocar e ouvir da coleção dos meus pais... em 1982 uma cantora lírica inglesa de seu nome Louise Tucker surgiu na cena musical com um single que foi um imenso sucesso na Europa, vendendo milhões de cópias.
Portugal não fugiu a esse sucesso e este single foi dos mais ouvidos em 1982, sendo que a versão mais conhecida de Midnight Blue nem foi esta, mas sim de um grupo chamado The Dreamers. Muita gente não tem conhecimento desse facto, mas de facto a versão do grupo The Dreamers foi a mais tocada e conhecida em Portugal. Até eu desconhecia esse facto porque eu cresci a ouvir a versão de Louise Tucker. Existe pouca informação sobre o projecto The Dreamers. A única informação disponivel é sobre um tal O. Massenoti na composição do instrumental Messenger, que preenche o lado B do disco do referido projecto.
Midnight Blue foi a canção principal do album de estreia de Louise Tucker com o mesmo nome lançado em 1982, contando também com a participação vocal e produção de Charlie Skarbek. Tucker conheceu o produtor Tim Smit e daí nasceu a gravação desta canção, que utilizou a melodia Sonata Pathétique de Ludwig Van Beethoven. Smit e Skarbek levaram esta gravação à filial holandesa da Ariola Records e o resto é história. Esta canção fez sucesso por essa Europa fora, tendo chegado ao 3º lugar da tabela francesa onde permaneceu durante 31 semanas. Também fez algum sucesso nas terras do Tio Sam chegando ao 46º lugar da tabela Billboard e ao 7º lugar no Canadá. No Reino Unido, só conseguiu um modesto 59º lugar em 1983. De acordo com o produtor Tim Smit, o somatório das vendas deste single, mais o album com o mesmo nome, chegaram aos 7 milhões, o que quer dizer bastante do sucesso desta mistura bem conseguida entre pop e música sinfónica. Deixo-vos com as duas versões da mesma canção e vejam as diferenças...parecem-me quase iguais!
Mais um grande clássico da coleção de vinis dos meus pais...sim, também lá constou esta super banda sueca que, em 1979, estava no auge da sua carreira musical.
ABBA foi grupo que desde 1974 (ano em que participou e ganhou o Eurofestival da Canção com a canção Waterloo) até 1983 teve imenso sucesso, especialmente na Europa. Tanto nos EUA como no Japão, o sucesso foi mais moderado mas isso não retira a esta banda a importância que ela tem para a história da música. Êxitos como Mamma Mia, S.O.S, Money Money Money, Take Chance on Me e o incontornável Dancing Queen (muito celebrado em qualquer festa dos anos 80) são clássicos que são constantemente relembrados até aos dias de hoje com a mesma intensidade de há 30 anos atrás.
Em 1979, Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus compuseram o fantástico single Gimme Gimme Gimme (A Man after Midnight), onde Agnetha Faltskog (a loira) canta maravilhosamente sobre a solidão que sente à meia-noite e de como deseja ardentemente um homem para ampará-la nesses momentos. No lado B deste single encontra-se a canção The King has lost his Crown. O single Gimme Gimme Gimme foi muito bem recebido na Europa e foi o maior êxito dos ABBA no Japão, alcançando o 17º lugar.
Em 2005, Madonna utilizou o sample deste single na sua canção Hung Up que consta do album Confession on the Dancefloor e que permitiu à cantora mais um êxito nas tabelas mundiais.
Mais um clássico que fez parte da coleção de vinis dos meus pais. Este é especial...provavelmente um dos momentos mais altos e marcantes da extraordinária carreira deste grupo de rock inglês composto pelo incontornável e saudoso Freddie Mercury (vocalista), Brian May (guitarrista), Roger Taylor (baterista) e John Deacon (baixo).
Os Queen apareceram na cena musical em 1971, mas só em 1974 é que conheceram o sucesso com o single Killer Queen do album Sheer Heart Attack, mas seria no ano seguinte que os Queen ganhariam uma outra dimensão com o clássico Bohemian Rhapsody do album A Night at the Opera. A partir vieram sucessos em catadupa como Love of my life, We will rock you e We are the Champions.
Em 1979, Freddie compôs Crazy little thing called Love que surgiu no alinhamento do album de 1980 The Game e, em pouco tempo, o single tornou-se num êxito mundial. Chegou a nº 2 da tabela inglesa e foi nº 1 nos EUA durante 4 semanas. Também atingiu a liderança na tabela da Australia, Canadá e Mexico.
Freddie Mercury compôs esta canção enquanto relaxava no banho num hotel em Munique e levou 10 minutos a compô-la, sendo que Mercury queria fazer uma homenagem a Elvis Presley. Pois...somente compôs uma das melhores canções de sempre que, após 33 anos, ainda perdura na memória de muita gente e é frequentemente ouvida nas rádios.
Mais outra colectânea que recordo vivamente ter ouvido quando era pequenita, mas que já não me lembro se era pertença dos meus pais ou de outra pessoa. O que me vem à mente é a capa do disco muito colorida.
O Disco do Ano de 1981, editado pela Rádio Triunfo, incluía uma série de êxitos do ano, como é hábito neste tipo de discos, mas o alinhamento deste álbum tinha o seu quê de popularuxo, vulgo pimba. Além do italo-disco dos La Bionda, com o intemporal I Wanna Be Your Lover e do rock português personificado nos Rockvarius com Ela Controla, há neste disco uma série de temas de origem latina, quer vindos de Espanha, Itália, Brasil ou mesmo de Portugal, onde não falha El Baile de los Pajaritos.
No sentido de conseguir enganar os compradores e obter mais vendas, não faltam os The Singers e Kelly Barnes, nomes feitos à pressa para registar Woman In Love e Bette Davis Eyes, dois enormes sucessos da altura, que por razões de direitos ou custos de licenciamento, não podiam aqui figurar nos seus originais. Quem perdiam eram os consumidores menos atentos que, geralmente, caiam quem patinhos na esparrela e assim vendiam-se mais algumas cópias. Contudo, não deixa de ser mais uma memória das colectâneas lançadas em vinil no inicio dos anos 80.
Aqui fica o alinhamento:
1 - La Bionda: I wanna be your lover
2 - Pedro Marin: Cantare
3 - Mara Abrantes: A Guerra dos Meninos
4 - Juan Pardo: Maria Tranquila
5 - The Singers: Woman in Love
6 - Raffaela Carrá: Mamma Dammi 100 lire
7 - Tó Maria Vinhas: O Passarinho
8 - Yuri: Amores Solitários
9 - Ricchi e Poveri: Sara Perche Ti Amo
10 - Karisma: El Baile de los Parajitos
11 - Fernando: Hey Mano
12 - Rockvarius: Ela Controla
13 - José Luis Perales: Ti Quiero
14 - Kelly Barnes: Bette Davis Eyes
15 - Terra a Terra: O Rapaz do Casaquito
16 - Waldirene: Ama-me uma vez mais
17 - Angêlo Máximo: Você quis subir na vida (menina moça)
Mais outro espanhol com direito a figurar neste blog, visto que este foi mais um single dessa distinta colecção de vinis dos meus pais.
Assim que descobri o titulo desta canção na Net, ela veio-me logo à cabeça...muito catchy e ritmada, foi o passaporte para o jovem de 19 anos Pedro Marin de iniciar uma carreira musical fulgurante.
Pedro Marin apareceu na cena musical espanhola em 1980 precisamente com este Que No e Aire, tendo sido o primeiro artista espanhol a trabalhar com sintetizadores e música electrónica, sendo visto como um exemplo para muitas bandas que apareceriam mais tarde. Ele obteve muito sucesso na Europa e nos paises da América Latina, mas de repente desapareceu da cena musical deixando para trás uma carreira que estava no auge. Pelo que se diz, foi banqueiro e regressou à música somente no novo século, mostrando que ainda tinha algo dizer no panorama musical espanhola.
Mas como legado, fica este Que No que foi bem sucedido cá em Portugal e tocado vezes sem conta em muitos rádios e gira-discos.
O que dizer deste clássico dos anos 70? É um clássico, que até hoje é recordado e ouvido constantemente nas rádios. Recordo-me do vinil (mais um da colecção de vinis dos meus pais) e de o ouvir quando era pequena.
Cliff Richards, nascido em Inglaterra em 1940, já era sobejamente conhecido pelo público desde os anos 60, quando lançou albuns e filmes com os Shadows. Ele era uma espécie de Elvis britânico para as fãs do seu estilo musical.
Concorreu ao Eurofestival de 1968 com o célebre Congratulations, acabando por ficar em 2º lugar nesse certame. Voltou a repetir presença no Eurofestival de 1973, acabando ficar no 3º lugar.
Pode se dizer que depois Richards viu a carreira a desmorecer um pouco até 1979 em que lançou este fantástico We Don't Talk Anymore que significou uma espécie de regresso ao sucesso, visto que foi um single que fez muito sucesso mundialmente. Chegou ao topo da tabela inglesa em Agosto de 1979 e por lá ficou 4 semanas. Também alcançou o topo da tabela da Alemanha, Australia, Hong Kong, Irlanda, Malta e Suiça. Conseguiu chegar ao 7º lugar da Billboard Top 100 e vendeu 5 milhões de cópias por esse mundo tudo à pala deste single. Aposto que Portugal também entrou nessa contagem, visto que era uma canção que se ouvia muito na altura por cá. Como curiosidade, foi o 6º video passado na novel MTV em 1981.
Mais uma canção que venceu o teste do tempo, mantendo-se ouvida por esse mundo fora sem qualquer tipo de pudor ou arrependimento. Um belo pedaço de musica e de nostalgia.
Recordo-me vivamente deste single na incontornável colecção de vinis dos meus pais, mas muito sinceramente não recordo da canção e de cantor. Mas deve ter sido alguém de relevo no nosso panorama musical noutros tempos porque Nuno Markl dedicou-lhe uma edição da "Caderneta de Cromos", por isso...vamos lá tentar analisar este mito espanhol.
Juan Ignacio Pardo Suárez nasceu em Palma de Maiorca, Espanha e é mundialmente conhecido pelo seu nome artistico deJuan Pardo.
Para além de cantor é compositor e, seguramente, é um dos nomes mais sonantes do panorama musical espanhol, tendo construido uma carreira musical a sós como também em grupos nos anos 60. Também compôs para outros artistas como Los Pecos, Rocio Jurado, Luz Casal, Camilo Sesto, Massiel, etc.
Em 1980, ele lançou o single Amar Después de Amar, razão pela qual ele está a ser falado neste blog. Esta canção pertence ao album Juan, mucho más Juan e foi um êxito fulgurante no nosso país vizinho e, pelos vistos, entre nós também. Como já falei, não me recordo da canção e muito menos do artista (para mim está a ser uma descoberta), mas recordo-me vezes sem conta em ver e tocar neste vinil. É mesmo a única recordação que tenho de Juan Pardo...talvez os mais velhos tenham apreciado este artista espanhol em todo o seu esplendor, mas para mim passou-me completamente ao lado.
Mais um vinil incontornável...saidinho da eclética colecção de discos dos meus pais e que por mais que chamem de bimba a esta banda, é sempre um prazer ouvi-la.
Boney M. apareceram na cena musical em 1975 pelas mãos do famoso produtor alemão Frank Farian. Ele reuniu quatro jamaicanos: Liz Mitchell, Maizie Williams, Marcia Barrett e Bobby Farrell e deu inicio a uma carreira fulgurante que surtiu muitos clássicos, como: Sunny (1976), Daddy Cool (1976), Ma Baker (1977), Rasputin (1978), Rivers of Babylon (1978), Hooray! Hooray! It's a Holi-Holiday (1979) e Gotta Go Home do mesmo ano.
Contudo, os problemas começaram a surgir quando veio a lume a revelação de que Bobby Farrell não cantava no album (era o próprio Farian que cantava as partes de Farrell no estudio), assim como Marcia Barrett também não cantava no album porque não tinha a voz certa para tais canções. Claro que nos anos 70 e 80, este tipo de artimanha era lugar comum e poucos ligavam a tal situação, mas quando em 1989 Farian tentou o mesmo truque com os Milli Vanilli descobriu que já não poderia continuar a enganar os ouvintes. Mas do escândalo dos Milli Vanilli, falarei mais tarde...
Gotta Go Home foi lançado em 1979 e fez parte do 4º album da banda chamado Oceans of Fantasy. Foi o primeiro single da banda a não alcançar o top 10 da tabela britânica, alcançando somente o 12º lugar. Esta canção é uma adaptação de um original alemão de 1973 chamado Hallo Bimmelbahn pelo grupo Nightrain e mais recentemente foi utilizado pelo grupo de dança Duck Sauce no contagiante single Barbra Streisand.
El Lute era o lado B deste disco e é uma balada à lá ABBA sobre um bandido espanhol chamado Eleutério Sanchez que, em 1979, estava na prisão. Os Boney M. numa visita promocional a Espanha, conheceram o referido senhor e deram-lhe um disco de ouro referente às vendas deste disco. Há gajos com sorte...
As divergências entre os membros do grupo e com o proprio Farian fez com que a banda se separasse em 1986. A partir dai cada membro foi à sua vidinha, mas continuando com o nome Boney M. Cada membro do grupo iniciou um alinhamento para o nome Boney M., o que faz com que ninguém consiga perceber quem são verdadeiramente os Boney M. actualmente. O alinhamento original dos anos 70 há muito que desapareceu e não existirá qualquer hipótese de reunião visto que Bobby Farrell faleceu no ano passado, a meio de uma digressão com o seu alinhamento Boney M.
Mesmo com estas trocas e baldrocas, os Boney M. ficarão para a história como uma banda essencialmente "disco", que encantou e fez abanar muita gente nas pistas de dança e que mesmo nos dias hoje são capazes de pôr a malta a dançar em qualquer festa dos anos 80, o que comprova que o seu legado é mais que válido e excelente.
Mais outra memória musical que foi esquecida pelo tempo, tal como a banda que a compôs...muito injustamente. Esta banda de Sheffield apareceu no inicio dos anos 80, tentando cavalgar na vaga new wave que estava no apogeu.
Este trio era composto por Martyn Ware e Ian Craigh Marsh, ambos ex-Human League, e Glenn Gregory, que era o loirinho vocalista. Quase toda a discografia desta banda foi gravada na década de 80, embora tenha ocasionalmente reaparecido para gravar e fazer concertos nos ultimos anos, aproveitando o revivalismo existente sobre esta década.
A banda conseguiu alcançar o sucesso em 1983 com o single Temptation e é facil perceber porquê...uma boa canção pop, polvilhada de sintetizadores e com uma potente voz de Carol Kenyon, fez com que a banda alcançasse o 2º lugar da tabela britânica, tornando-se no seu grande e único sucesso.
Esta canção faz parte do 2º album da banda intitulado The Luxury Gap, que conseguiu ser também bem sucedido na tabela inglesa alcançado o 4º lugar, a mais alta posição que obtiveram ao longo da carreira.
É de salientar que este trio também participou no single responsável pelo reavivar da carreira de Tina Turner chamado Let's Stay Together, fazendo os coros.
Apesar de continuar a dar concertos, é certo que esta banda foi esquecida e que se tornou inevitavelmente num one-hit wonder.
Que grande clássico da new wave é este que vou falar...e tão intemporal! Ainda hoje é ouvida constantemente nas rádios e em qualquer festa dedicada aos anos 80.
Yazoo era, essencialmente, um duo constituido pela poderosa fisica e vocalmente Allison Moyet e pelo pequeno e franzino Vince Clarke, ex-Depeche Mode e mais tarde um Erasure.
Don't Go é o segundo single deste duo, tendo sido antecedido pelo single Situation. Esta canção chegou ao 3º lugar da tabela britânica e ao topo da tabela americana de dance music durante duas semanas. Faz parte do album de estreia do duo intitulado Upstairs at Eric's.
O videoclip desta canção passa-se numa suposta mansão assombrada, o que era tipico de alguns videoclips desta década de excessos.
Outra memória musical fantástica da minha infância, embora só alguns anos mais tarde e com os programas televisivos com videoclips é que pude associar a canção aos Human League.
Esta banda inglesa explodiu para a cena musical em 1981 com o tema Don't you want me que fazia parte do fantástico album Dare. Aliás, este album tornou-se num clássico e é um dos melhores exemplos da vaga new wave que existiu no inicio da década de 80. A seu tempo, falaremos dessa canção.
Agora vou falar de um tema, também conhecido, da banda que foi lançado em 1983 e que se intitula (Keep Feeling) Fascination.
Foi escrito por Jo Callis e o vocalista da banda Phillip Oakey. Este é o vocalista da canção, mas vai alternando com as co-vocalistas Susan Sulley e Joanne Catherall, como também com Jo Callis.
Conseguiu a vice-liderança na tabela britânica, um honroso 8º lugar na Billboard Top 100 e foi nº 1 na tabela americana Hot Dance Music/Club Play.
O album com o mesmo nome continha duas versões deste tema: o "extended mix" e uma "improvisação" diferentes da versão single.
Não sei se em Portugal esta canção foi um êxito, mas acredito que tenha sido visto que os Human League estavam em grande no inicio dos anos 80.
Continuando a relembrar os temas mais famosos do alinhamento da colectânea Super Disco 83, vou debruçar-me sobre uma banda que representou no seu máximo esplendor todo o excesso da década de 80.
Com um nome bizarro e um visual muito avançado para a época, o “bando das gaivotas” só poderia arriscar a ser bem sucedido…mesmo que por muito pouco tempo.
A Flock of Seagulls foi um dos one-hit wonders mais infames da época do new age no inicio da década de 80. Acabadinha de sair do movimento New Romantic, esta banda era robótica demais e chegou tarde para ser considerada como nova romântica, mas o pop leve que produziu foi o suficiente para ser eternamente incluída neste movimento temporário. Para isso também serviu a MTV que, bebé ainda, beneficiou a banda com a passagem ininterrupta do vídeo do single I Ran no Verão de 1982. Contudo, o grupo não conseguiu capitalizar no sucesso repentino que obteve e desapareceu tão depressa como apareceu.
A banda era constituída pelo cabeleireiro Mike Score (voz e teclado), pelo seu irmão Ali (bateria), por outro cabeleireiro Frank Maudsley (baixo) e pelo guitarrista Paul Reynolds, formando-se em 1980. Lançou o primeiro álbum sob a alçada da Cocteau Records no inicio de 1981 sem alcançar sucesso algum. Contudo, o single Telecommunication tornou-se num sucesso restrito a clubes euro-disco e new wave. No final de 1981, a banda assinou um contrato com a Jive Records e o segundo álbum foi lançado na Primavera de 1982.
I Ran (So Far Away) foi lançado como o primeiro single do álbum e a MTV fez questão de pegar no vídeo atrativamente bizarro onde o corte ousado de Mike Score fazia a diferença. Nos EUA, o single chegou ao Top10 arrastando o álbum consigo. Na Inglaterra, o single não foi além do Top40 mas, no final do mesmo ano, outro single Wishing (I Had a Photograph of You) alcançou o Top10, tendo sido retirado do álbum Listen de 1983 que foi moderadamente bem sucedido. O mesmo single alcançou o Top40 nos EUA, depois de outro single Space Age Love Song ter chegado ao Top30.
No entanto, o sucesso da banda desapareceu com o lançamento do álbum de 1984 The Story of a Young Heart, que não produziu qualquer êxito.
A banda chegou ao seu término em 1986 depois do falhanço do álbum Dreams Come True. Mike Score juntou uma nova formação de A Flock of Seagulls em 1989, lançando o single Magic e fazendo tournés pelos EUA. Contudo a banda não teve qualquer impacto e a grande maioria dos membros saíram no final desse ano. Mas para a história fica esta estupenda canção que mete num canto muitas parecidas ou vagamente parecidas que vão surgindo na nossa cena musical actualmente.
Lembram-se do breakdance? Essa dança que marcou a década de 80 e que fez surgir artistas e canções dedicadas a ela?
Pois bem, esta é mesmo dos primórdios do breakdance, tendo sido lançada em 1983 com sucesso quer nos EUA, como também no Reino Unido.
Mas quem eram os Freeez? Esta banda apareceu no inicio dos anos 80 na senda de muitas outras bandas jazz-funk inglesas. Iniciada por John Rocca, esta banda era constituida por vários músicos e embora tenha surgido em 1980, só se tornou realmente conhecida com este single, que foi bem sucedido nas tabelas mundiais e que apareceu no filme de breakdance Beat Street.
Em 1984, a banda foi reformulada já sem Rocca ao comando da mesma. Lançaram singles, mas nenhum conseguiu o sucesso de I.O.U.
Ora aqui está um autêntico one hit wonder que marcou a adolescência e juventude de muita gente...aposto que foi uma balada que encantou muitos corações apaixonados. Ai o amor...mas adiante.
Esta banda americana de R'n'B teve um enorme sucesso com esta canção em Inglaterra, chegando ao 2º lugar, como também nalguns paises da Europa incluindo Portugal. Recordo-me de ouvi-la na cassete da colectânea Super Disco 83, como também nas rádios da época, especialmente no programa By Night da Radio Cidade, onde esta balada e muitas outras figuravam no alinhamento.
Contudo, Zoom foi um fracasso nos EUA chegando ao 89º lugar da Billboard Top 100, o que revela a luta da banda para se afirmar no mercado americano.
Em 1987, o baterista e vocalista da banda "Fat" Larry James morreu de ataque cardiaco, o que levou ao desmembramento da banda.
Mas para a história da música fica esta belissima balada que definitivamente merece fazer parte de qualquer colectânea dedicada a esta década e também nos nossos corações.
O meu primeiro contacto com esta irreverante e engraçada banda inglesa foi através de uma colectânea que mais tarde falarei (quando me lembrar do titulo), onde constavam artistas como Lene Lovich, Elvis Costelo, Rachel Sweet, Ramones, Undertones e mais outras bandas. Era um alinhamento dedicado ao rock, new wave, ska, enfim...um album em vinil que recordo com saudades (os meus pais ainda o têm). A canção dos Madness que constava desse album era o Nightboat to Cairo de 1979, embora tivesse sido o esplêndido One Step Beyond que me tenha introduzido ao universo lunático destes ingleses.
Our House foi, sem dúvida, o maior êxito da banda visto que alcançou o 7º lugar da Billboard Top 100 e o 5º lugar da tabela inglesa em 1983. No Reino Unido, Os Madness têm uma enorme legião de fãs mas nos EUA são vistos como one hit wonders, muito por culpa desta canção.
Para a história fica a canção e o video completamente alucinado gravado numa mansão que pertencia ao grande Hugh Hefner, fundador da Playboy.
Quem é que não conhece esta canção? Quem é que não conhece o ultra-famoso e exuberante Boy George? Quem não conhece os Culture Club?
Quem viveu a década de 80 em pleno lembra-se perfeitamente deste grupo que apareceu na cena musical em 1982 e logo com um single como este para arrasar.
Esta mistura de new wave, pop, reggae foi geniosa ao ponto de chegar ao topo das tabelas mundiais (tendo falhado a tabela americana por causa de um senhor muito em voga na altura chamado Michael Jackson). Foi geniosa o suficiente para se tornar num clássico dos anos 80, que é recordada com muita regularidade nas rádios, filmes e colectâneas dedicadas à década dos excessos. O video, que causou polémica na altura, falava do direito à diferença e de como o preconceito da sociedade era enorme.
Boy George foi um produto desses tempos...exuberante, provocante, bizarro e com uma voz cristalina, ele conseguiu chamar para si e para a sua banda a atenção necessária para construir uma carreira.
Este single consta do album de estreia Kissing to be Clever e marcou definitivamente a banda, que até hoje é recordada com saudades.
No seguimento do post anterior onde falei da colectânea Super Disco 83 vou falar sobre algumas das músicas que constaram desse album e dos artistas que as compuseram.
Mike Oldfield já conhecera o sucesso em 1973 com o tenebroso, mas fascinante Tubular Bells, que fez parte da banda sonora de um pequeno filme de terror chamado O Exorcista.
Oldfield foi lançando vários albuns nos anos 70, mas só voltaria ter um êxito semelhante em 1983 com esta canção pop cantada pela cantora escocesa Maggie Reilly, que se juntou ao instrumentalista em 1980.
Foi o single mais bem sucedido de Oldfield, tendo chegado ao topo de várias tabelas europeias.
Oldfield e Reilly viriam a ter outro sucesso discográfico com o tema To France em 1984. Mas para sempre ficará na nossa memória o fantástico Moonlight Shadow com um video a acompanhar com muito misticismo.
Ambas as canções são presenças regulares na M80, o que não causa estranheza visto que são ambas agradáveis de se ouvir.
Recordo-me com muito carinho desta colectânea, visto que foi uma daquelas que ouvi em cassete e não em vinil. Isto era conforme a altura...os meus pais compravam algumas em vinil, outras em cassete, sendo que nesta versão o alinhamento era reduzido para metade.
Mesmo sendo um alinhamento reduzido, recordo-me perfeitamente de ter ouvido esta cassete vezes sem conta. Já passaram 29 anos...chiça! Estou velha....
A viagem por esta colectânea começa com o mega-hit Moonlight Shadow de Mike Odfield, seguindo-se uma canção, para muitos esquecida, de F.R. David chamada I Need You. Depois vem o grande single da carreira dos Culture Club, Do You Really Want to Hurt Me, que ainda hoje toca com alguma regularidade nas rádios portuguesas. Alvin Stardust também marca presença com o seu Pretend, seguindo-se o fabuloso Our House da irreverente banda Madness, que se ouvia insistentemente no TNT - Todos no Top. Fat Larry's Band também aparecem com a mitica balada Zoom, seguindo-se o excelente I.O.U da banda Freeze. A 1ª parte encerra com a versão portuguesa de uma canção brasileira chamada Lindo Balão Azul.
A 2ª parte começa com o mitico I Ran dos A Flock of Seagulls (lembram-se do penteado marado do vocalista?), seguindo-se o dançante Fascination do Human League, Don't Go dos Yazoo (duo composto por Alisson Moyet e Vincent Clarke), Temptation dos esquecidos Heaven 17 e Telegraph dos OMD. Para fechar a colectânea temos Kamikaze Eyes de Steve Hillage, It's You, Only You (Mein Shmerz) da excêntrica Lene Lovich e a versão "disco" do tema Memory do musical Cats, lançado pela banda Menace.
Uma excelente colectânea como há muito não se faz, onde indiscutivelmente todas as músicas eram excelentes e obrigavam a audições repetidas.
Começo hoje com mais um single que pertencia à admirável colecção de vinis dos meus pais, motivo pelo qual vou entrar no território do new wave, género musical muito em voga por volta de 1980.
Martha and the Muffins, nome da banda responsável por este single, formaram-se em 1977 no Canadá, sendo que a escolha deste nome surgiu porque a banda não queria adoptar um nome agressivo tal como muitas das bandas punks da altura. Como curiosidade, a vocalista chama-se Martha Jonhson.
A banda gravou o seu album de estreia intitulado Metro Music em 1979 em Inglaterra, tendo este sido lançado pela editora Dindisc, a mesma que lançou os albuns dos OMD.
Deste album saiu o único grande sucesso da banda chamado Echo Beach, que, segundo rezam as crónicas, alcançou o topo da tabela de singles portuguesa, como também foi um sucesso em alguns países europeus como a Austria e o Reino Unido.
Escusado será dizer que a banda não obteve o mesmo sucesso deste single com outros lançamentos, mas nunca deixou de existir. Em 2009, lançou um album de originais que marcou o fim de 18 anos de silêncio musical.
Esta é, sem dúvida, uma daquelas canções que eu conhecia, que tinha ouvido nos meus verde anos, mas que só voltei a redescobri-la mais tarde durante a minha juventude quando comecei a descobrir e redescobrir memórias antigas da década de 80. Uma boa memória que dá vontade de ouvir de tempos a tempos, sem qualquer tipo de arrependimento. É um bom produto do seu longiquo tempo, muito melhor que a chafurdice que grassa no panorama musical actualmente.