sábado, 31 de março de 2012

Sheena Easton - You Could Have Been With Me (1981)

Continuando a esmiuçar o LP Vinte Super Bombas de 1982, dou de caras com um rosto familiar no inicio dos anos 80. Quem não se lembra da pequena e doce escocesa chamada Sheena Easton?
O inicio dos anos 80 foi brilhante para a cantora que lançou no mundo da música com um single chamado Modern Girl, mas foi com o famoso Morning Train (9 to 5) que Easton alcançou o sucesso à escala mundial, como também diversos prémios, incluindo o Grammy de Melhor Revelação de 1981.
Easton também é relembrada por ter cantado uma canção para a saga do mais famoso espião do mundo chamado James Bond chamada For Your Eyes Only do filme com o mesmo nome, como também pelo dueto romântico com Kenny Rogers de seu titulo We've Got Tonight em 1983.




Mas é o single You Could Have Been With Me que vos falo hoje. Pertencente ao album do mesmo nome, a cantora conseguiu alcançar o 15º posto na tabela Billboard dos EUA com esta canção melódica, muito na veia soft rock que definiu o seu inicio de carreira.
Só mais tarde, é que ela libertou-se de todo o romantismo e tornou-se mais sexy e atrevida nas suas canções, como também nos seus videos. Quem não se lembra do dueto dela com Prince You Got The Look?
Aqui fica Easton no seu registo mais marcante e romântico.




Kim Wilde - Chequered Love (1981)

Mais uma canção retirada do LP Vinte Super Bombas de 1982 e que lançou em definitivo a carreira musical da sua interprete, de seu nome Kim Wilde.
1981 é um ano arrebatador para Wilde. A loirinha inglesa, filha do cantor Marty Wilde, que toda a gente se lembra com o cabelo revolto e ar espevitado (até eu me lembro dessa imagem...) lançou nesse ano o inaugural Kids in America, canção que fez um estrondoso sucesso por esse mundo fora.




Mas o single que vou falar hoje é o seu 2º single lançado no mesmo ano (ela lançaria também o famoso Cambodia) intitulado Chequered Love. Confesso que é para mim o single que menos ouvi desta cantora, mas não deixa de ser um êxito na carreira dela. Escrito pelo pai e o irmão de Wilde, Chequered Love alcançou o Top 5 da tabela britânica de singles, como também o Top 10 de outras tabelas mundiais, excepto nos EUA.
Penso que em Portugal não terá tido o mesmo êxito que o Cambodia, mas é um marco na carreira de Wilde e uma preciosidade da década de 80 que urge ser redescoberta.




Cliff Richards - Daddy's Home (1981)

No seguimento do post anterior onde falei da colectânea em vinil chamada Vinte Super Bombas de 1982, deixo-vos com o primeiro single estrangeiro do alinhamento desse mesmo LP.
Já falei de Cliff Richards neste blogue por causa do clássico We Don't Talk Anymore de 1979, que fez renascer a carreira deste cantor nos finais dos anos 70. Cresci ouvindo muitas canções deste artista e em boa hora isso aconteceu porque Richards pode se gabar de ter uma carreira musical repleta de sucessos inesqueciveis.




Em 1981, ele estava em alta com o album Wired for Sound, de onde saiu o single que vou falar: Daddy's Home. Recordo-me deste single, muito doce e soft e com uma melodia romântica, a que se juntou um video muito cor-de-rosa. Esta canção fala do amor de um pai pela filha e isso está patente no video que eu já mencionei.
Esta canção alcançou a vice-liderança na tabela de singles britânica, tendo atingindo o Top 10 de outras tabelas mundiais. Nos EUA, atingiu o 23º posto na tabela Billboard.
Uma bela e doce recordação do inicio da década dos excessos que vale sempre a pena relembrar.




quarta-feira, 28 de março de 2012

Vinte Super Bombas (1982)

Mais uma recordação proveniente da coleção de albuns em vinil dos meus pais...
Esta data de 1982, quando a Valentim de Carvalho apostou numa compilação dos melhores artistas do seu catálogo tanto nacionais como estrangeiros, como: Olivia Newton-John, Carlos Paião, Stranglers, Lena D'Água, Grupo de Baile, Classic Nouveaux, etc., imitando assim a versão inglesa "Twenty with a bullet".
Foi um album feito a pensar na juventude da altura que queria ouvir novos sons e  que via nos novos grupos portugueses e no movimento new-wave uma lufada de ar fresco na cena musical, especialmente dentro do género Pop-rock.





Com um título sugestivo Vinte Super Bombas, muitas destas canções tornaram-se em clássicos instantâneos, sendo que as 10  canções portuguesas são mesmo as ditas bombas, visto que são raras em encontrá-las em vinil.

Aqui fica o alinhamento: 
 
  
Lado A:
01- Patchouly. (Grupo de Baile) 
02- Daddy's Home. (Cliff Richard) 
03- Foram Cardos, Foram Prosas. (Manuela Moura Guedes) 
04- Chequered Love. (Kim Wilde) 
05- Salvé Maravilha. (Banda do Casaco) 
06- You Could Have Been With Me. (Sheena Easton) 
07- Outra Margem. (Trovante) 
08- Golden Brown. (The Stranglers) 
09- Hardcore- 1º Escalão. (GNR) 
10- Physical. (Olivia Newton-John) 
Lado B: 
01- Girls On Film. (Duran Duran) 
02- O Rapaz do Cubo Mágico. (Lara Li) 
03- The Stroke. (Billy Squier) 
04- Branco, Tinto e Jeropiga. (Dany Silva & Bandássanhá) 
05- Why Do Foools Fall In Love. (Diana Ross) 
06- Modelo Fotográfico. (UHF) 
07- Never Again. (Classic Nouveaux) 
08- Vígaro Cá, Vígaro Lá. (Lena D'Água) 
09- Share Your Love With Me. (Kenny Rogers) 
10- Pó de Arroz. (Carlos Paião) 











Daniel Magal - Cara de Gitana (1978)

Na coleção de vinis dos meus pais, existem muitos géneros musicais e artistas...alguns bem conhecidos, outros que cairam no esquecimento. Daniel Magal é um desses casos...
Daniel Magal nasceu na cidade de Jujuy na Argentina e desde cedo mostrou uma grande aptidão para a música.
O ano de 1975 foi muito importante na vida deste artista, visto que foi o inicio a sério da sua carreira musical com a gravação de algumas canções populares argentinas com o grupo Guatambó.




Em 1977, lançou-se numa carreira a solo e logo como estreia surge a canção Cara de Gitana, que hoje falo neste blog.
Poucas informações tenho sobre este single, a não ser que a capa deste single  revela-nos de que existe uma versão portuguesa e inglesa da mesma música, como também este single fez sucesso nos paises latinos onde até hoje Magal goza de popularidade e, pelos vistos, também fez sucesso em Portugal.
Pelo menos os meus pais tinham o vinil...já quer dizer alguma coisa, não?



Louise Tucker - Midnight Blue (1982)

Outro vinil que me recordo de tocar e ouvir da coleção dos meus pais... em 1982 uma cantora lírica inglesa de seu nome Louise Tucker surgiu na cena musical com um single que foi um imenso sucesso na Europa, vendendo milhões de cópias.
Portugal não fugiu a esse sucesso e este single foi dos mais ouvidos em 1982, sendo que a versão mais conhecida de Midnight Blue nem foi esta, mas sim de um grupo chamado The Dreamers.
Muita gente não tem conhecimento desse facto, mas de facto a versão do grupo The Dreamers foi a mais tocada e conhecida em Portugal. Até eu desconhecia esse facto porque eu cresci a ouvir a versão de Louise Tucker.
Existe pouca informação sobre o projecto The Dreamers. A única informação disponivel é sobre um tal O. Massenoti na composição do instrumental Messenger, que preenche o lado B do disco do referido projecto.





Midnight Blue foi a canção principal do album de estreia de Louise Tucker com o mesmo nome lançado em 1982, contando também com a participação vocal e produção de Charlie Skarbek.
Tucker conheceu o produtor Tim Smit e daí nasceu a gravação desta canção, que utilizou a melodia Sonata Pathétique de Ludwig Van Beethoven. Smit e Skarbek levaram esta gravação à filial holandesa da Ariola Records e o resto é história.
Esta canção fez sucesso por essa Europa fora, tendo chegado ao 3º lugar da tabela francesa onde permaneceu durante 31 semanas.
Também fez algum sucesso nas terras do Tio Sam chegando ao 46º lugar da tabela Billboard e ao 7º lugar no Canadá. No Reino Unido, só conseguiu um modesto 59º lugar em 1983.
De acordo com o produtor Tim Smit, o somatório das vendas deste single, mais o album com o mesmo nome, chegaram aos 7 milhões, o que quer dizer bastante do sucesso desta mistura bem conseguida entre pop e música sinfónica.
Deixo-vos com as duas versões da mesma canção e vejam as diferenças...parecem-me quase iguais!

 

  

ABBA - Gimme, Gimme, Gimme (A man after midnight)/The King Has Lost His Crown (1979)

Mais um grande clássico da coleção de vinis dos meus pais...sim, também lá constou esta super banda sueca que, em 1979, estava no auge da sua carreira musical.
ABBA foi grupo que desde 1974 (ano em que participou e ganhou o Eurofestival da Canção com a canção Waterloo) até 1983 teve imenso sucesso, especialmente na Europa. Tanto nos EUA  como no Japão, o sucesso foi mais moderado mas isso não retira a esta banda a importância que ela tem para a história da música. Êxitos como Mamma Mia, S.O.S, Money Money Money, Take Chance on Me e o incontornável Dancing Queen (muito celebrado em qualquer festa dos anos 80) são clássicos que são constantemente relembrados até aos dias de hoje com a mesma intensidade de há 30 anos atrás.




Em 1979, Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus compuseram o fantástico single Gimme Gimme Gimme (A Man after Midnight), onde Agnetha Faltskog (a loira) canta maravilhosamente sobre a solidão que sente à meia-noite e de como deseja ardentemente um homem para ampará-la nesses momentos. No lado B deste single encontra-se a canção The King has lost his Crown. O single Gimme Gimme Gimme foi muito bem recebido na Europa e foi o maior êxito dos ABBA no Japão, alcançando o 17º lugar.
Em 2005, Madonna utilizou o sample deste single na sua canção Hung Up que consta do album Confession on the Dancefloor e que permitiu à cantora mais um êxito nas tabelas mundiais.