segunda-feira, 9 de abril de 2012

Diana Ross: Why Do Fools Fall in Love (1981)

Continuando a passar em revista a colectânea lançada em vinil em 1982 chamada Vinte Super Bombas, hoje recordo uma canção que foi mais um êxito na longa carreira da antiga cantora das Supremes, Diana Ross.
Em 1981, a vocalista americana decidiu deixar a Motown e voltou-se para a editora RCA onde lançou o album Why Do Fools Fall in Love, que se tornou num dos maiores sucessos da sua longa carreira. O single com o mesmo nome e Mirror Mirror, outro single mais arriscado, conquistaram o Top 10. Este album foi também o primeiro a ser produzido pela artista e o segundo a conseguir o estatuto de platina.




Mas a canção de que me recordo mais é, sem dúvida, Why Do Fools Fall in Love cujo video leva-nos a Las Vegas onde vemos uma bela e jovial Diana Ross a dançar freneticamente pelas ruas da cidade perante uma multidão que a aplaude.
O original é de 1956 de uma banda chamada Frankie Lymon and The Teenagers que fez também muito sucesso.
Em 1981, a versão de Ross chegou ao 7º lugar da tabela Billboard 100 e ao 4º lugar da tabela inglesa, mas julgo que ficou esquecida no tempo. Recordo-me de ouvir esta canção ao longo da minha infância, mas depois de um longo tempo esquecida na minha memória voltei a recuperá-la e de vez em quando sabe bem ouvi-la.




quarta-feira, 4 de abril de 2012

Billy Squier - The Stroke (1981)

No seguimento da dissecação sobre a colectânea lançada em vinil Vinte Super Bombas, trago-vos este enorme êxito de Billy Squier, um rockeiro americano que teve muito sucesso no inicio dos anos 80, muito devido a esta canção que se tornou num clássico do rock.
Billy Squier começou por tocar em bandas antes de se iniciar a solo nos anos 80. Com o album Don't Say No (onde se inclui The Stroke), Squier obteve o sucesso que tanto almejava, tornando-se num gigantesco heroi dentro do género rock, muito por culpa da novel MTV, que passava os videos de Squier constantemente. Este album teve presente na tabela da Billboard Top 100 durante dois anos e vendeu qualquer coisa como 4 milhões de cópias.




The Stroke foi sem duvida a canção responsável pelo repentino e monstruoso sucesso de Squier...até hoje.
Conseguiu alcançar o 17º lugar da tabela Billboard Top 100, mas alcançou o nº 3 da tabela US Billboard Rock Tracks. Também conseguiu algum êxito na tabela inglesa, chegando ao nº 59.
O sucesso de Squiers foi imenso nos EUA, mas não foi eterno. Apesar de mais alguns albuns bem sucedidos, Squier viu a sua carreira sofrer um enorme recuo quando lançou o seu single mais pop Rock Me Tonite em 1984. Com um video muito colorido onde Squier, vestido com uma t-shirt rosa, dança freneticamente, Rock Me Tonite significou o fim do sucesso do rockeiro, visto que tanto a canção como o video cairam mal nos seus fãs rockeiros.
Mas para a história da música, e também da minha história, fica esta excelente malha rock que fez abanar freneticamente muitas cabeças.



Duran Duran - Girls on Film (1981)

Mais uma canção pertencente ao alinhamento da colectânea Vinte Super Bombas, lançada em 1982 em Portugal.
O que dizer desta canção dos Duran Duran? Se calhar, um dos maiores clássicos da carreira desta banda inglesa, como também de toda a década de 80.




Lançada em 1981, Girls on Film (que fez parte do alinhamento do album de estreia da banda) chegou ao 5º lugar na tabela inglesa e só conseguiu alcançar sucesso nos EUA em 1983 devido à enorme rotação do video no canal MTV.
O video tornou-se também num clássico onde se pode ver uma sessão de fotos muito ousada (para altura), enquanto a banda vai cantando.
Como foi dito no inicio, esta canção tornou-se no grande clássico da carreira dos Duran Duran. Geralmente é utilizada para fechar os concertos da banda e é aquela que, apesar dos 30 anos decorridos, continua bem actual e fresca.

 


sábado, 31 de março de 2012

Olivia Newton John - Physical (1981)

Chego aquele que é, provavelmente, o maior clássico do alinhamento do LP Vinte Super Bombas de 1982. Digo o maior clássico porque é considerado por muitos especialistas de música como a grande canção da década de 80. E se eu disser que é cantada por uma senhora australiana conhecida pelo seu ar doce e romântico, vocês nem vão acreditar...
Pois é... a senhora em questão chama-se Olivia Newton John e a canção chama-se Physical. Acho que está tudo dito...
Muita gente recorda-se de Olivia Newton John por causa de um filmezinho chamado Grease (sim, um dos meus maiores guilty pleasures) onde ela fez par com um jovem John Travolta que acho que vocês também conhecem.
Mesmo antes de ela ter feito o musical Grease, ela já tinha uma carreira consolidada, quer nos EUA como no Reino Unido. Aliás, ela até chegou a representar este país no Eurofestival da Canção de 1974, onde perdeu para um grupo obscuro chamado...ABBA.
Antes de ser uma enorme estrela musical em 1981, Newton John já tinha coleccionado êxitos com I Honestly Love You, Have You Ever Been Mellow, Sam, Little More Love, etc. Depois do enorme sucesso de Grease em 1978, a cantora entrou noutro musical chamado Xanadu em 1980, que não teve nem metade do sucesso de Grease, mas cuja banda sonora foi um enorme sucesso. O single Magic foi um êxito nos EUA como no resto do mundo, mas ninguém estava preparado para a mudança radical da cantora no inicio dos anos 80.




A mudança radical ocorreu com o lançamento do LP Physical, onde saiu o single mais famoso da carreira desta cantora. E a mudança não se operou somente na melodia...operou-se também na imagem de marca de Newton John. Ela deixou de ser a mulher frágil e romântica para passar a ser uma autêntica bomba sexual. Physical é o exemplo perfeito dessa mudança...apesar do video ser cómico e a puxar ao exercicio fisico, a letra da canção é tudo menos soft...apela mesmo ao sexo, tendo sido banida de algumas rádios por causa do seu tom sexual muito evidente.
Contudo, esse pormenor não foi o suficiente para evitar que o single fosse um enorme sucesso, tendo nos EUA vendido qualquer coisa como 2 milhões de cópias. É muito, não é verdade?
Esteve 10 semanas na liderança do TOP100 da Billboard e penso que ganhou um grammy como "Melhor Video" quando esta categoria foi inaugurada em 1981.
No Reino Unido, o sucesso não foi tão esmagador mas mesmo assim conseguiu o 7º posto da tabela britânica.
Quem não se lembra do visual de Newton John no video? Esbelta num maiô justinho e umas caneleiras... no meio de gordinhos que estavam no ginásio a tentarem fazer exercicio, mas sem o conseguirem. Esta canção foi o hino do exercicio fisico no inicio dos anos 80, onde muitas mulheres adoptaram o visual da cantora e rumaram para o ginásio para perderem quilos ao som desta canção.
Que ricos tempos...onde uma canção com tons muito sexuais e sedutores empurrava as pessoas para o exercicio fisico e não para outras coisas...ehehehehe.



 

Stranglers - Golden Brown (1981)

Na sequência da redescoberta do LP Vinte Super Bombas, aparece no seu alinhamento um dos  maiores clássicos dos anos 80 e que até hoje é ouvido nas rádios e recordado com muita saudade. Estou a falar dos Stranglers e do fantástico Golden Brown.
Esta banda inglesa começou por ser uma banda punk nos finais dos anos 70, muito na veia dos Sex Pistols e Clash. Contudo na década de 80, e com o 6º album chamado La Folie de 1981, a banda resolveu explorar o pop e em boa hora o fez.




Golden Brown é o single mais celebrado e recordado desse album dos Stranglers. Lançado no final de 1981, foi um enorme êxito quer no Reino Unido como nos EUA. Também foi um grande sucesso por esse mundo fora, incluindo em Portugal. Recordo-me vivamente de ouvir esta canção quando era criança e, mais tarde, descobrir o video algo exótico.
Muita gente questiona-se sobre o titulo sugestivo desta canção. Hugh Cromwell revelou que a canção era sobre heroína e uma rapariga e de como ambas eram capazes de lhe proporcionar prazer.
E para quem se lembra do video...era passado em terras árabes (com images emblemáticas das pirâmides e outros locais árabes conhecidos) onde os membros da banda eram vistos como exploradores, como também como artistas  a cantar para uma rádio.
Mais uma bela recordação dos anos 80 que não cansa ninguém...só faz viajar no tempo.



Sheena Easton - You Could Have Been With Me (1981)

Continuando a esmiuçar o LP Vinte Super Bombas de 1982, dou de caras com um rosto familiar no inicio dos anos 80. Quem não se lembra da pequena e doce escocesa chamada Sheena Easton?
O inicio dos anos 80 foi brilhante para a cantora que lançou no mundo da música com um single chamado Modern Girl, mas foi com o famoso Morning Train (9 to 5) que Easton alcançou o sucesso à escala mundial, como também diversos prémios, incluindo o Grammy de Melhor Revelação de 1981.
Easton também é relembrada por ter cantado uma canção para a saga do mais famoso espião do mundo chamado James Bond chamada For Your Eyes Only do filme com o mesmo nome, como também pelo dueto romântico com Kenny Rogers de seu titulo We've Got Tonight em 1983.




Mas é o single You Could Have Been With Me que vos falo hoje. Pertencente ao album do mesmo nome, a cantora conseguiu alcançar o 15º posto na tabela Billboard dos EUA com esta canção melódica, muito na veia soft rock que definiu o seu inicio de carreira.
Só mais tarde, é que ela libertou-se de todo o romantismo e tornou-se mais sexy e atrevida nas suas canções, como também nos seus videos. Quem não se lembra do dueto dela com Prince You Got The Look?
Aqui fica Easton no seu registo mais marcante e romântico.




Kim Wilde - Chequered Love (1981)

Mais uma canção retirada do LP Vinte Super Bombas de 1982 e que lançou em definitivo a carreira musical da sua interprete, de seu nome Kim Wilde.
1981 é um ano arrebatador para Wilde. A loirinha inglesa, filha do cantor Marty Wilde, que toda a gente se lembra com o cabelo revolto e ar espevitado (até eu me lembro dessa imagem...) lançou nesse ano o inaugural Kids in America, canção que fez um estrondoso sucesso por esse mundo fora.




Mas o single que vou falar hoje é o seu 2º single lançado no mesmo ano (ela lançaria também o famoso Cambodia) intitulado Chequered Love. Confesso que é para mim o single que menos ouvi desta cantora, mas não deixa de ser um êxito na carreira dela. Escrito pelo pai e o irmão de Wilde, Chequered Love alcançou o Top 5 da tabela britânica de singles, como também o Top 10 de outras tabelas mundiais, excepto nos EUA.
Penso que em Portugal não terá tido o mesmo êxito que o Cambodia, mas é um marco na carreira de Wilde e uma preciosidade da década de 80 que urge ser redescoberta.