Para completar esta ronda de colectâneas que marcaram a vida de muitos portugueses nos anos 80 (inclusive a mim através da belissima colecção de vinis dos meus pais), falo-vos da colectânea Tutthitfrutti, lançada pela Valentim de Carvalho em 1980.
Pouco há a dizer desta colectânea repleta de êxitos nacionais e internacionais de 1979 e 1980, alguns deles bem presentes nas rádios actualmente (o seminal Chico Fininho, por exemplo. Uma colectânea a recordar.
Continuando na senda das colectâneas que marcaram gerações de portugueses (eu incluida), falo-vos de uma que saiu em 1980 sob a alçada da Polygram e que como muitas que foram lançadas na alturas, continha grandes êxitos nacionais e internacionais (com alguma relevância para alguns artistas participantes da Eurovisão, como o caso de Sophie&Magaly, Prima Donna, Katja Ebstein, Tomas Ledin e Caroline Mas).
Aqui fica o alinhamento:
1 - ABBA - Gimme, Gimme, Gimme (A man after midnight)
2 - Boney M. - Gotta go home
3 - Gloria Gaynor - Let me know ( I have a right)
4 - Prima Donna - Love enough for two
5 - Maria Bethânia - Grito de alerta
6 - Blondie - Atomic
7 - Doce - Amanhã de manhã
8 - Tomas Ledin - Right now I
9 - Kiss - I was made for loving you
10 - Buggles - Video killed the radio star
11 - Katja Ebstein - It's showtime
12 - Chico Buarque/Moreira da Silva - 12 anos
13 - Carolyne Mas - Still sane
14 - Andy Gibb - Desire
15 - Paulo de Carvalho e Tozé Brito - Olá, então como vais?
Depois de dois meses de ausência, regresso a este cantinho musical cibernáutico com uma recordação de 1979.
Esta colectânea de seu nome Jackpot - 32 Super Tops fez parte dessa magnifica colecção de vinis dos meus pais e foi a primeira de muitas da série Jackpot, que fez as delicias de muitos ouvidos nos anos 80 (equivalente á serie Now, actualmente)
Este album compilava diversos êxitos do ano de 1979 de artistas e grupos que estavam ligados à editora Valentm de Carvalho.
Esta colectânea era constituida por dois discos que tinham a particularidade de ser um em azul e outro vermelho.
O primeiro era composto por 17 êxitos nacionais e internacionais, mas o segundo era composto por um medley "disco-sound" com os maiores êxitos de Amáia Rodrigues. Vivia-se os loucos anos 70, onde imperava os sons e os movimentos do filme Febre de Sábado à Noite e que originou (mesmo que de forma efémera) o género disco-sound. Portugal foi um entre muitos países que abraçaram esse género de forma brutal.
Aqui fica o alinhamento:
Disco 1:
1 - Marco Paulo: Mulher Sentimental
2 - Suzi Quatro&Chris Norman: Stumblin' in
3 - The Fevers: Boa sorte
4 - Rita Coolidge: We're all alone
5 - Shirley Bassey: This is my life (la vita)
6 - Manuela Bravo: Sobe, sobe balão sobe
7 - Gabriela Schaaf: Eu só quero
8 - Fátima Caldeira - Adeus à vida
9 - The Fevers: Onde estão os teus olhos negros
10 - Racey: Some girls
11 - Paco Bandeira: Chula da Livração
12 - Squeeze: Cool for cats
13 - António Mourão: Cara de cigana
14 - Lara Li: Fandango da Moda
15 - Olivia Newton-John: A Litlle more love
16 - Tommy Seebach: Disco tango
17 - Betty Missiego: Su cancion
Disco 2:
1 -Medley: Cheira a Lisboa, Nem às paredes confesso, Amália, Foi Deus, É ou não é, Vou dar de beber à dor, Fadinho serrano, Amália, Fadinho da Tia Maria Benta, Malhão da Águeda
2 - Medley: Lisboa Antiga, Amália, Barco Negro, Lisboa não sejas francesa, Amália, Coimbra, Solidão (Canção do Mar), Uma casa portuguesa, Amália
Hoje quero prestar uma pequena homenagem a um artista que nos deixou muito recentemente...estou a falar de Robin Gibb, um dos vertices do famoso trio de irmãos de seu nome Bee Gees.
Gibb faleceu no dia 20 de Maio, vítima de cancro do cólon. Junta-se assim ao seu irmão gémeo Maurice Gibb que morrera em 2003, e a Andy Gibb, seu irmão mais novo, que morrera em 1988 com a jovem idade de 30 anos.
Do supergrupo que conquistou gerações desde os anos 60 até à actualidade só resta o irmão mais velho, Barry Gibb. Também fica um verdadeiro legado de canções inesqueciveis que marcaram 5 décadas.
A carreira dos Bee Gees foi lançada em 1967 com o single inaugural New York Mining Disaster, e logo a seguir apareceram mais clássicos como To Love Somebody, Words, Massachussetts, I started a joke, I just got get a message to you, etc.
Com a fama repentina, vieram os conflitos entre os três irmãos, principalmente entre Barry e Robin que disputavam a atenção do manager Robert Stigwood. Em 1969, o trio separou-se tendo os irmãos lançado alguns singles a solo, especialmente Robin que lançou Saved by the Bell.
Mas em 1971, os irmãos concluiram que estavam melhor juntos a criar musica e assim relançaram-se com Lonely Days e How can you mend a broken heart, que foram tremendos êxitos.
Depois de mais alguns anos com pequenos sucessos, a banda lançaria o album Main Course em 1975, que mudaria drasticamente o estilo de música que os Bee Gees tinham seguido durante anos. Ficavam para trás as melodias sinfónicas e assim iniciava-se o estilo r'n'b e funk que caracterizou a carreira do trio nos anos 70. Deste album, surgiram pérolas da era disco como Jive Talkin, Nights on Broadway e Fanny be tender, todos eles êxitos para o grupo.
Em 1976, o trio seguiu a mesma entoada com o album Children of the World que originou grandes êxitos como Love so Right e You should be dancing. Contudo, nem o grupo e nem o mundo estava preparado para o êxito ciclónico que veio a seguir em 1977 com o lançamento da banda sonora de um pequeno filme chamado Saturday Night Fever, que revolucionou a época com a banda sonora e com a moda que lançou, graças á imagem icónica de John Travolta a dançar num fato branco de polyester ao som dos Bee Gees.
Os maiores êxitos de Bee Gees sairam deste album: Staying Alive, How deep is your love e Night Fever transformam-se em sucessos monstruosos que conquistaram as mais diversas tabelas mundiais. Em 1978, os Bee Gees lideravam as tabelas mundiais, não dando hipóteses a outras bandas. Até 1979, o trio mais famoso de irmãos estavam na crista da onda e lançaram mais sucessos como Tragedy, Too much heaven e Loving you inside and out, todos eles nº 1 em diversas tabelas, especialmente a da Billboard. Estes singles eram provenientes do album mais bem sucedido da carreira dos Bee Gees chamado Spirits having Flown. Contudo, com o sucesso também vem o desrespeito e a vingança e os americanos, cansados de verem o rock a ser ultrapassado pelo disco, resolveram vingar-se e fizeram uma manifestação contra o disco e, sobretudo, contra os artistas que faziam sucesso com o estilo disco. Em 1979, um dj de seu nome Steve Dahl resolveu promover um evento anti-disco chamado Disco Demolition Night, no estádio da equipa Chicago White Sox que jogava contra os Detroit Tigers. No intervalo do jogo, foram lançadas no campo toneladas de vinis de artistas "disco" no intuito de serem destruidos pelo publico que invadiu o campo e transformou o evento num motim incontrolável. Tudo em honra do rock e para rebaixar todo o estilo disco que estava muito em voga na altura. E quem vinha á cabeça no meio de todo este ódio? Os Bee Gees.
Depois deste grave incidente, a era disco terminava abruptamente e todos os artistas que ajudaram a lançar este estilo musical foram banidos das rádios e das tabelas americanas. Os Bee Gees deixaram de ter sucesso nos EUA, vendo os seus albuns a serem rejeitados pelo público que já não queria saber deles. No entanto, eles iam conseguindo sucesso nos anos 80 compondo e produzindo para outros artistas, como Barbra Streisand, Kenny Rogers, Dionne Warwick, Diana Ross, entre outros. O cunho Gibb estava em canções bem sucedidas como Woman in Love, Heartbreaker, Islands in the stream e Chain Reaction, grandes êxitos da década de 80. Mas infelizmente, o trio não conseguia lançar nada nos EUA tal era o tamanho do boicote que as radios fizeram.
No final dos anos 80, os irmãos Gibb voltaram a ter sucesso com o contagiante You Win Again (1987), One (1989), entre outros êxitos, especialmente na Europa e nos paises latinos. Os anos 90 também foram razoavelmente bem sucedidos com o lançamento de vários albuns, até que em 1997 e, na senda de muitos prémios tributos recebidos, os Bee Gees lançaram o album Still Waters, que foi bem recebido um pouco por todo o lado, especialmente nos EUA, onde tiveram sucesso com o single Alone. Quase 20 anos depois do boicote que sofreram do publico americano, os Bee Gees voltavam a conquistar as terras do Tio Sam. Em 1998, escrevem a bela canção Imortality para o musical Saturday Night Fever, interpretada pela diva Celine Dion.
Em 2001, o trio lançou o derradeiro album This is where I came in e dois anos depois, Maurice Gibb morria de complicações derivadas de uma operação ao figado.
Desde a morte de Maurice, os restantes membros dos Bee Gees andavam parados mas com intenção de fazerem alguma coisa juntos. Agora com a morte de Robin Gibb, nada mais resta senão o legado musical construido por este maravilhoso trio de artistas.
O meu grande sonho era ver este grupo ao vivo em Portugal...mas é um sonho que nunca se irá concretizar.
Cresci a ouvir incessantemente o album Saturday Night Fever e How deep is your love é a minha canção favorita. Na minha mais humilde opinião, este grupo deixou-nos canções inesqueciveis, poderosas, com significado...nada que se compare ao lixo que se ouve actualmente. O catálogo musical dos Bee Gees só é ultrapassado pelo dos Beatles e só isso comprova o estatuto de lendas que os Bee Gees conquistaram. São imensas as versões das suas canções...são imensas as memórias deixadas.
Robin Gibb era um excelente cantor. Tinha um vibratto muito especial e, embora, o seu irmão Barry tenha recebido mais atenção pelo seu falsetto, o dom de Robin não era de menosprezar.
Assim se perde uma lenda...um grande artista...um excelente cantor!
Deixo-vos com algumas versões feitas das belissimas obras primas deixadas pelos Bee Gees.
Hoje assentei arraiais em Itália...desta vez recordo uma canção que fez sucesso neste país à beira-mar plantado no longíquo ano de 1977, mas que ao longo da minha infãncia fui ouvindo com muita regularidade.
Mas quem é Adriano Celentano? Um pouco de tudo...cantor, actor, comediante...este artista italiano sofreu influências do rock n' roll dos anos 50, principalmente de Billy Haley, e na sua carreira musical essa influência é notória.
Como actor, ele entrou em sucessos comerciais nos anos 70 e nos anos 80 era conhecido por ser o rei do cinema de 2ª linha. Também é mportante realçar que ele teve um papel no famoso filme La Dolce Vita de Federico Fellini.
Em 1977, Celentano lançou um dos maiores êxitos da sua longa carreira chamado Don't Play That Song.
Relatos de familiares confirmam o sucesso deste single em Portugal e sempre foi daquelas canções que sempre me acompanhou por essa vida fora...umas vezes com mais insistência, outras nem por isso. Na minha mais honesta opinião, até é uma boa recordação dos anos 70 que, por incrivel que pareça, acho que não fazia parte da incrivel colecção de vinis dos meus pais.
Aqui estou para apresentar mais uma recordação musical da minha infância...desta vez com um cheirinho a Itália.
Na década de 70 e inicio dos anos 80, ouvia-se muito artistas franceses e italianos como Adamo, Joe Dassin, Tornero, Adriano Celentano, etc. e os meus pais eram um entre muitos portugueses que ouviam estes artistas incessantemente.
Di Quinto Rocco era um desses artistas...e figura aqui neste blogue porque na colecção de vinis dos meus pais lá se encontra um single dele. Mas ele já vamos...
Di Quinto Rocco é um cantor italiano que fez muito sucesso nos anos 70 e 80 pela Europa e Portugal não escapou desse sucesso. As canções melodiosas deste senhor eram usadas para os momentos mais softs dos bailaricos e não havia ninguém que resiste a dar um pézinho de dança ao som das suas baladas. Um "Tony Carreira" italiano na altura...que ainda se encontra no activo e tem uma legião de fãs chamada "Rockettes".
Depois do estrondoso sucesso de 1979 chamado Pour la Derniere Fois, Di Quinto Rocco lançou este single, uma açucarada balada sobre o amor de um pai por uma filha e vice-versa. Nada mais a dizer sobre esta canção a não ser que deve ter feito muito sucesso nos bailarcos por esse país fora e que ouvia muito esta canção quando era pequenita... talvez como canção de embalar ou qualquer coisa assim.
Depois de uma ausência de alguns dias, volto outra vez à carga com mais uma canção do alinhamento dessa colectânea em vinil chamada Vinte Super Bombas lançada em 1982.
Hoje vou falar de uma banda que para mim é um autêntico one-hit wonder, visto que só teve um grande êxito em Portugal, como também na Europa com o single Never Again.
Esta banda inglesa surgiu em 1979 das cinzas da banda punk X-Ray Spex, e, em pouco tempo, foi associado ao género New Romantics muito em voga no inicio dos anos 80 devido à maneira como se apresentavam em palco com roupas e maquilhagem pesadas, de modo a criar um dramatismo e também obter a atenção desejada. Também contribuiu para isso o facto do vocalista ser totalmente careca. Em pouco tempo, conseguiram um contrato e começaram a lançar albuns.
Em 1982 com o album La Vérite, a banda conhece o sucesso especialmente com o single Never Again que apesar de ter conquistado vários paises da Europa (inclusive Portugal), não foi além do 44º lugar na tabela inglesa.
Recordo-me sobretudo desta canção e de como ela passava incessantemente nas rádios portuguesas. Pena que ela tenha caido um pouco no esquecimento, o que é injusto visto que é uma das melhores canções alternativas do inicio dos anos 80, afazer lembrar a razão pela qual é grande época musical.