Em 1979, o "disco" era rei e senhor das pistas de dança de todo o mundo. Grupos como os Bee Gees, Chic, Lipps Inc., K.C. and the Sunshine e até os ABBA iam lançando canções dançáveis que fariam muito sucesso nas discotecas.
Contudo, um novo género musical ia despontando e 1979 seria o ano de lançamento: o RAP. Confesso que não sou grande admiradora deste género musical (principalmente nesta fase actual), mas antigamente compunha-se canções rap bem interessantes e sobretudo audíveis.
Uma delas seria considerada a precursora do movimento rap e hip-hop e intitulava-se Rapper's Delight. Os seus interpretes? Sugarhill Gang.
Esta canção foi completamente alicerçada numa outra canção do mesmo ano: Good Times dos Chic. Aliás, Rapper's Delight foi o primeiro exemplo de como surrupiar samples de outras canções sem pedir autorização, o que nos finais da década de 1970 ainda era um assunto desconhecido. Agora a utilização de samples de outras canções tornou-se banal, mas há 30 e tal anos atrás era uma descoberta.
O resultado deste roubo declarado foi a ameaça por parte de Nile Rodgers e Bernard Edwards (membros e compositores dos Chic) de lançarem um processo contra os Sugarhill Gang, mas que ficou resolvido com a entrega de todos os royalties da canção a Rodgers e Edwards, que acabaram por lucrar imenso com o sucesso da mesma.
Os Sugarhill Gang juntaram-se através da produtora Sylvia Robinson (dona da Sugarhill Records), que ajudou a lançar este género musical.
Foi o primeiro single rap a entrar para o Top 40 da Billboard e ainda foi mais bem sucedido na Europa, especialmente no Reino Unido.
Este trio acabou por desaparecer do mapa musical em 1982 para voltar à ribalta em 2008, com a ajuda do DJ francês Bob Sinclar com a canção La La Song.
Depois de dois meses de ausência, regresso a este cantinho musical cibernáutico com uma recordação de 1979.
Esta colectânea de seu nome Jackpot - 32 Super Tops fez parte dessa magnifica colecção de vinis dos meus pais e foi a primeira de muitas da série Jackpot, que fez as delicias de muitos ouvidos nos anos 80 (equivalente á serie Now, actualmente)
Este album compilava diversos êxitos do ano de 1979 de artistas e grupos que estavam ligados à editora Valentm de Carvalho.
Esta colectânea era constituida por dois discos que tinham a particularidade de ser um em azul e outro vermelho.
O primeiro era composto por 17 êxitos nacionais e internacionais, mas o segundo era composto por um medley "disco-sound" com os maiores êxitos de Amáia Rodrigues. Vivia-se os loucos anos 70, onde imperava os sons e os movimentos do filme Febre de Sábado à Noite e que originou (mesmo que de forma efémera) o género disco-sound. Portugal foi um entre muitos países que abraçaram esse género de forma brutal.
Aqui fica o alinhamento:
Disco 1:
1 - Marco Paulo: Mulher Sentimental
2 - Suzi Quatro&Chris Norman: Stumblin' in
3 - The Fevers: Boa sorte
4 - Rita Coolidge: We're all alone
5 - Shirley Bassey: This is my life (la vita)
6 - Manuela Bravo: Sobe, sobe balão sobe
7 - Gabriela Schaaf: Eu só quero
8 - Fátima Caldeira - Adeus à vida
9 - The Fevers: Onde estão os teus olhos negros
10 - Racey: Some girls
11 - Paco Bandeira: Chula da Livração
12 - Squeeze: Cool for cats
13 - António Mourão: Cara de cigana
14 - Lara Li: Fandango da Moda
15 - Olivia Newton-John: A Litlle more love
16 - Tommy Seebach: Disco tango
17 - Betty Missiego: Su cancion
Disco 2:
1 -Medley: Cheira a Lisboa, Nem às paredes confesso, Amália, Foi Deus, É ou não é, Vou dar de beber à dor, Fadinho serrano, Amália, Fadinho da Tia Maria Benta, Malhão da Águeda
2 - Medley: Lisboa Antiga, Amália, Barco Negro, Lisboa não sejas francesa, Amália, Coimbra, Solidão (Canção do Mar), Uma casa portuguesa, Amália
Hoje quero prestar uma pequena homenagem a um artista que nos deixou muito recentemente...estou a falar de Robin Gibb, um dos vertices do famoso trio de irmãos de seu nome Bee Gees.
Gibb faleceu no dia 20 de Maio, vítima de cancro do cólon. Junta-se assim ao seu irmão gémeo Maurice Gibb que morrera em 2003, e a Andy Gibb, seu irmão mais novo, que morrera em 1988 com a jovem idade de 30 anos.
Do supergrupo que conquistou gerações desde os anos 60 até à actualidade só resta o irmão mais velho, Barry Gibb. Também fica um verdadeiro legado de canções inesqueciveis que marcaram 5 décadas.
A carreira dos Bee Gees foi lançada em 1967 com o single inaugural New York Mining Disaster, e logo a seguir apareceram mais clássicos como To Love Somebody, Words, Massachussetts, I started a joke, I just got get a message to you, etc.
Com a fama repentina, vieram os conflitos entre os três irmãos, principalmente entre Barry e Robin que disputavam a atenção do manager Robert Stigwood. Em 1969, o trio separou-se tendo os irmãos lançado alguns singles a solo, especialmente Robin que lançou Saved by the Bell.
Mas em 1971, os irmãos concluiram que estavam melhor juntos a criar musica e assim relançaram-se com Lonely Days e How can you mend a broken heart, que foram tremendos êxitos.
Depois de mais alguns anos com pequenos sucessos, a banda lançaria o album Main Course em 1975, que mudaria drasticamente o estilo de música que os Bee Gees tinham seguido durante anos. Ficavam para trás as melodias sinfónicas e assim iniciava-se o estilo r'n'b e funk que caracterizou a carreira do trio nos anos 70. Deste album, surgiram pérolas da era disco como Jive Talkin, Nights on Broadway e Fanny be tender, todos eles êxitos para o grupo.
Em 1976, o trio seguiu a mesma entoada com o album Children of the World que originou grandes êxitos como Love so Right e You should be dancing. Contudo, nem o grupo e nem o mundo estava preparado para o êxito ciclónico que veio a seguir em 1977 com o lançamento da banda sonora de um pequeno filme chamado Saturday Night Fever, que revolucionou a época com a banda sonora e com a moda que lançou, graças á imagem icónica de John Travolta a dançar num fato branco de polyester ao som dos Bee Gees.
Os maiores êxitos de Bee Gees sairam deste album: Staying Alive, How deep is your love e Night Fever transformam-se em sucessos monstruosos que conquistaram as mais diversas tabelas mundiais. Em 1978, os Bee Gees lideravam as tabelas mundiais, não dando hipóteses a outras bandas. Até 1979, o trio mais famoso de irmãos estavam na crista da onda e lançaram mais sucessos como Tragedy, Too much heaven e Loving you inside and out, todos eles nº 1 em diversas tabelas, especialmente a da Billboard. Estes singles eram provenientes do album mais bem sucedido da carreira dos Bee Gees chamado Spirits having Flown. Contudo, com o sucesso também vem o desrespeito e a vingança e os americanos, cansados de verem o rock a ser ultrapassado pelo disco, resolveram vingar-se e fizeram uma manifestação contra o disco e, sobretudo, contra os artistas que faziam sucesso com o estilo disco. Em 1979, um dj de seu nome Steve Dahl resolveu promover um evento anti-disco chamado Disco Demolition Night, no estádio da equipa Chicago White Sox que jogava contra os Detroit Tigers. No intervalo do jogo, foram lançadas no campo toneladas de vinis de artistas "disco" no intuito de serem destruidos pelo publico que invadiu o campo e transformou o evento num motim incontrolável. Tudo em honra do rock e para rebaixar todo o estilo disco que estava muito em voga na altura. E quem vinha á cabeça no meio de todo este ódio? Os Bee Gees.
Depois deste grave incidente, a era disco terminava abruptamente e todos os artistas que ajudaram a lançar este estilo musical foram banidos das rádios e das tabelas americanas. Os Bee Gees deixaram de ter sucesso nos EUA, vendo os seus albuns a serem rejeitados pelo público que já não queria saber deles. No entanto, eles iam conseguindo sucesso nos anos 80 compondo e produzindo para outros artistas, como Barbra Streisand, Kenny Rogers, Dionne Warwick, Diana Ross, entre outros. O cunho Gibb estava em canções bem sucedidas como Woman in Love, Heartbreaker, Islands in the stream e Chain Reaction, grandes êxitos da década de 80. Mas infelizmente, o trio não conseguia lançar nada nos EUA tal era o tamanho do boicote que as radios fizeram.
No final dos anos 80, os irmãos Gibb voltaram a ter sucesso com o contagiante You Win Again (1987), One (1989), entre outros êxitos, especialmente na Europa e nos paises latinos. Os anos 90 também foram razoavelmente bem sucedidos com o lançamento de vários albuns, até que em 1997 e, na senda de muitos prémios tributos recebidos, os Bee Gees lançaram o album Still Waters, que foi bem recebido um pouco por todo o lado, especialmente nos EUA, onde tiveram sucesso com o single Alone. Quase 20 anos depois do boicote que sofreram do publico americano, os Bee Gees voltavam a conquistar as terras do Tio Sam. Em 1998, escrevem a bela canção Imortality para o musical Saturday Night Fever, interpretada pela diva Celine Dion.
Em 2001, o trio lançou o derradeiro album This is where I came in e dois anos depois, Maurice Gibb morria de complicações derivadas de uma operação ao figado.
Desde a morte de Maurice, os restantes membros dos Bee Gees andavam parados mas com intenção de fazerem alguma coisa juntos. Agora com a morte de Robin Gibb, nada mais resta senão o legado musical construido por este maravilhoso trio de artistas.
O meu grande sonho era ver este grupo ao vivo em Portugal...mas é um sonho que nunca se irá concretizar.
Cresci a ouvir incessantemente o album Saturday Night Fever e How deep is your love é a minha canção favorita. Na minha mais humilde opinião, este grupo deixou-nos canções inesqueciveis, poderosas, com significado...nada que se compare ao lixo que se ouve actualmente. O catálogo musical dos Bee Gees só é ultrapassado pelo dos Beatles e só isso comprova o estatuto de lendas que os Bee Gees conquistaram. São imensas as versões das suas canções...são imensas as memórias deixadas.
Robin Gibb era um excelente cantor. Tinha um vibratto muito especial e, embora, o seu irmão Barry tenha recebido mais atenção pelo seu falsetto, o dom de Robin não era de menosprezar.
Assim se perde uma lenda...um grande artista...um excelente cantor!
Deixo-vos com algumas versões feitas das belissimas obras primas deixadas pelos Bee Gees.
Hoje assentei arraiais em Itália...desta vez recordo uma canção que fez sucesso neste país à beira-mar plantado no longíquo ano de 1977, mas que ao longo da minha infãncia fui ouvindo com muita regularidade.
Mas quem é Adriano Celentano? Um pouco de tudo...cantor, actor, comediante...este artista italiano sofreu influências do rock n' roll dos anos 50, principalmente de Billy Haley, e na sua carreira musical essa influência é notória.
Como actor, ele entrou em sucessos comerciais nos anos 70 e nos anos 80 era conhecido por ser o rei do cinema de 2ª linha. Também é mportante realçar que ele teve um papel no famoso filme La Dolce Vita de Federico Fellini.
Em 1977, Celentano lançou um dos maiores êxitos da sua longa carreira chamado Don't Play That Song.
Relatos de familiares confirmam o sucesso deste single em Portugal e sempre foi daquelas canções que sempre me acompanhou por essa vida fora...umas vezes com mais insistência, outras nem por isso. Na minha mais honesta opinião, até é uma boa recordação dos anos 70 que, por incrivel que pareça, acho que não fazia parte da incrivel colecção de vinis dos meus pais.
Na coleção de vinis dos meus pais, existem muitos géneros musicais e artistas...alguns bem conhecidos, outros que cairam no esquecimento. Daniel Magal é um desses casos...
Daniel Magal nasceu na cidade de Jujuy na Argentina e desde cedo mostrou uma grande aptidão para a música.
O ano de 1975 foi muito importante na vida deste artista, visto que foi o inicio a sério da sua carreira musical com a gravação de algumas canções populares argentinas com o grupo Guatambó.
Em 1977, lançou-se numa carreira a solo e logo como estreia surge a canção Cara de Gitana, que hoje falo neste blog.
Poucas informações tenho sobre este single, a não ser que a capa deste single revela-nos de que existe uma versão portuguesa e inglesa da mesma música, como também este single fez sucesso nos paises latinos onde até hoje Magal goza de popularidade e, pelos vistos, também fez sucesso em Portugal.
Pelo menos os meus pais tinham o vinil...já quer dizer alguma coisa, não?
Mais um grande clássico da coleção de vinis dos meus pais...sim, também lá constou esta super banda sueca que, em 1979, estava no auge da sua carreira musical.
ABBA foi grupo que desde 1974 (ano em que participou e ganhou o Eurofestival da Canção com a canção Waterloo) até 1983 teve imenso sucesso, especialmente na Europa. Tanto nos EUA como no Japão, o sucesso foi mais moderado mas isso não retira a esta banda a importância que ela tem para a história da música. Êxitos como Mamma Mia, S.O.S, Money Money Money, Take Chance on Me e o incontornável Dancing Queen (muito celebrado em qualquer festa dos anos 80) são clássicos que são constantemente relembrados até aos dias de hoje com a mesma intensidade de há 30 anos atrás.
Em 1979, Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus compuseram o fantástico single Gimme Gimme Gimme (A Man after Midnight), onde Agnetha Faltskog (a loira) canta maravilhosamente sobre a solidão que sente à meia-noite e de como deseja ardentemente um homem para ampará-la nesses momentos. No lado B deste single encontra-se a canção The King has lost his Crown. O single Gimme Gimme Gimme foi muito bem recebido na Europa e foi o maior êxito dos ABBA no Japão, alcançando o 17º lugar.
Em 2005, Madonna utilizou o sample deste single na sua canção Hung Up que consta do album Confession on the Dancefloor e que permitiu à cantora mais um êxito nas tabelas mundiais.
Mais um clássico que fez parte da coleção de vinis dos meus pais. Este é especial...provavelmente um dos momentos mais altos e marcantes da extraordinária carreira deste grupo de rock inglês composto pelo incontornável e saudoso Freddie Mercury (vocalista), Brian May (guitarrista), Roger Taylor (baterista) e John Deacon (baixo).
Os Queen apareceram na cena musical em 1971, mas só em 1974 é que conheceram o sucesso com o single Killer Queen do album Sheer Heart Attack, mas seria no ano seguinte que os Queen ganhariam uma outra dimensão com o clássico Bohemian Rhapsody do album A Night at the Opera. A partir vieram sucessos em catadupa como Love of my life, We will rock you e We are the Champions.
Em 1979, Freddie compôs Crazy little thing called Love que surgiu no alinhamento do album de 1980 The Game e, em pouco tempo, o single tornou-se num êxito mundial. Chegou a nº 2 da tabela inglesa e foi nº 1 nos EUA durante 4 semanas. Também atingiu a liderança na tabela da Australia, Canadá e Mexico.
Freddie Mercury compôs esta canção enquanto relaxava no banho num hotel em Munique e levou 10 minutos a compô-la, sendo que Mercury queria fazer uma homenagem a Elvis Presley. Pois...somente compôs uma das melhores canções de sempre que, após 33 anos, ainda perdura na memória de muita gente e é frequentemente ouvida nas rádios.
O que dizer deste clássico dos anos 70? É um clássico, que até hoje é recordado e ouvido constantemente nas rádios. Recordo-me do vinil (mais um da colecção de vinis dos meus pais) e de o ouvir quando era pequena.
Cliff Richards, nascido em Inglaterra em 1940, já era sobejamente conhecido pelo público desde os anos 60, quando lançou albuns e filmes com os Shadows. Ele era uma espécie de Elvis britânico para as fãs do seu estilo musical.
Concorreu ao Eurofestival de 1968 com o célebre Congratulations, acabando por ficar em 2º lugar nesse certame. Voltou a repetir presença no Eurofestival de 1973, acabando ficar no 3º lugar.
Pode se dizer que depois Richards viu a carreira a desmorecer um pouco até 1979 em que lançou este fantástico We Don't Talk Anymore que significou uma espécie de regresso ao sucesso, visto que foi um single que fez muito sucesso mundialmente. Chegou ao topo da tabela inglesa em Agosto de 1979 e por lá ficou 4 semanas. Também alcançou o topo da tabela da Alemanha, Australia, Hong Kong, Irlanda, Malta e Suiça. Conseguiu chegar ao 7º lugar da Billboard Top 100 e vendeu 5 milhões de cópias por esse mundo tudo à pala deste single. Aposto que Portugal também entrou nessa contagem, visto que era uma canção que se ouvia muito na altura por cá. Como curiosidade, foi o 6º video passado na novel MTV em 1981.
Mais uma canção que venceu o teste do tempo, mantendo-se ouvida por esse mundo fora sem qualquer tipo de pudor ou arrependimento. Um belo pedaço de musica e de nostalgia.
Mais um vinil incontornável...saidinho da eclética colecção de discos dos meus pais e que por mais que chamem de bimba a esta banda, é sempre um prazer ouvi-la.
Boney M. apareceram na cena musical em 1975 pelas mãos do famoso produtor alemão Frank Farian. Ele reuniu quatro jamaicanos: Liz Mitchell, Maizie Williams, Marcia Barrett e Bobby Farrell e deu inicio a uma carreira fulgurante que surtiu muitos clássicos, como: Sunny (1976), Daddy Cool (1976), Ma Baker (1977), Rasputin (1978), Rivers of Babylon (1978), Hooray! Hooray! It's a Holi-Holiday (1979) e Gotta Go Home do mesmo ano.
Contudo, os problemas começaram a surgir quando veio a lume a revelação de que Bobby Farrell não cantava no album (era o próprio Farian que cantava as partes de Farrell no estudio), assim como Marcia Barrett também não cantava no album porque não tinha a voz certa para tais canções. Claro que nos anos 70 e 80, este tipo de artimanha era lugar comum e poucos ligavam a tal situação, mas quando em 1989 Farian tentou o mesmo truque com os Milli Vanilli descobriu que já não poderia continuar a enganar os ouvintes. Mas do escândalo dos Milli Vanilli, falarei mais tarde...
Gotta Go Home foi lançado em 1979 e fez parte do 4º album da banda chamado Oceans of Fantasy. Foi o primeiro single da banda a não alcançar o top 10 da tabela britânica, alcançando somente o 12º lugar. Esta canção é uma adaptação de um original alemão de 1973 chamado Hallo Bimmelbahn pelo grupo Nightrain e mais recentemente foi utilizado pelo grupo de dança Duck Sauce no contagiante single Barbra Streisand.
El Lute era o lado B deste disco e é uma balada à lá ABBA sobre um bandido espanhol chamado Eleutério Sanchez que, em 1979, estava na prisão. Os Boney M. numa visita promocional a Espanha, conheceram o referido senhor e deram-lhe um disco de ouro referente às vendas deste disco. Há gajos com sorte...
As divergências entre os membros do grupo e com o proprio Farian fez com que a banda se separasse em 1986. A partir dai cada membro foi à sua vidinha, mas continuando com o nome Boney M. Cada membro do grupo iniciou um alinhamento para o nome Boney M., o que faz com que ninguém consiga perceber quem são verdadeiramente os Boney M. actualmente. O alinhamento original dos anos 70 há muito que desapareceu e não existirá qualquer hipótese de reunião visto que Bobby Farrell faleceu no ano passado, a meio de uma digressão com o seu alinhamento Boney M.
Mesmo com estas trocas e baldrocas, os Boney M. ficarão para a história como uma banda essencialmente "disco", que encantou e fez abanar muita gente nas pistas de dança e que mesmo nos dias hoje são capazes de pôr a malta a dançar em qualquer festa dos anos 80, o que comprova que o seu legado é mais que válido e excelente.
Aqui está um dos muitos singles que os meus pais tinham em vinil e que supostamente não me recordava de o ter ouvido na minha infância, redescobrindo-o há bem pouco tempo.
Alguém se lembra de uma banda holandesa chamada Earth and Fire? Acho que não...mas muita gente quarentona e cinquentona lembra-se definitivamente deste single, que se transformou num êxito pelas nossas bandas em 1980.
Este grupo musical gravou diversos albuns nos anos 70, muito próximos do "progressive rock" numa fase inicial e, mais tarde, com algumas aproximações ao "disco sound".
Com a década de 80 ao virar da esquina, a banda ganhou um novo fôlego, recorrendo aos sintetizadores, aproximando-se mais da "pop" e da "new wave", alcançando assim outros públicos.
Este single seria o maior êxito desta banda em Portugal, sendo que era de passagem obrigatória em tudo o que era sitio...nos bailaricos ou nas rádios mais populares, ela passava esta canção que era pedida frequentemente pelos ouvintes do programa "Quando o telefone Toca".
Mais outro LP que os meus pais compraram e que eu ouvi quando era pequenita, nem que fosse só para distrair...porque vendo o alinhamento, a pergunta coloca-se: Mas quem fazia estes alinhamentos? Que gostos musicais eram estes? Quem eram os idiotas que compravam isto? Como é que este album vendeu muito em Portugal? Resposta: era a década de 70, onde tudo se ouvia...onde a música francesa, brasileira e portuguesa eram rainhas, onde as baladas tinham um poder incontornável.
Esta compilação foi editada no final dos anos 70, embora no disco não haja qualquer indicação do ano de lançamento. O que se pode dizer é que o sucesso do album estendeu-se até 1980 e, segundo algumas tabelas da altura, chegou a ser um dos mais vendidos em Portugal. Whatever...
A maioria da compilação é constituida por artistas nacionais (as saudosas Linda de Suza, Mara Abrantes ou Gabriela Schaaf), mas também constavam da lista alguns artistas estrangeiros, com maior incidência em artistas latinos-americanos.
Lado-A:
1. José Cid - Junto à Lareira
2. Danny Daniel - Por El Amor De Una Mujer
3. Mara Abrantes - Os Amantes
4. Carlos do Carmo - Por Morrer Uma Andorinha
5. Tonicha - Grande Amor
6. Camilo Sesto - Quieres Ser Mi Amante
7. Francisco José - Olhos Castanhos
8. Linda de Suza - Uma Moça Chorava
Lado-B:
1. Vitor Espadinha - Recordar É Viver
2. Elis Regina - Fascinação
3. Tony de Matos - Eu Tão Só
4. Gabriela Schaaf - Põe Os Teus Braços à Volta de Mim
Quem dos mais saudosistas não se recorda desta canção, que foi utilizada num anuncio de publicidade a uma marca de electrodomésticos no inicio dos anos 80? Não me perguntem a marca, mas vêm à cabeça imagens desse anúncio e a canção que o acompanha.
Mas deixemos a publicidade e concentremo-nos no tema em si que foi composto em 1979 pela dupla The Buggles, composta pelo produtor Trevor Horn e Geoff Downes, que viria a conseguir um enorme sucesso com esta canção, conferindo a Horn a visibilidade que tanto almejava para expandir a sua criatividade na área da produção.
Esta canção fez parte do álbum The Age of Plastic, o primeiro de dois albuns que esta dupla lançou.
No entanto, a fama foi passageira e os Buggles separaram-se no inicio dos anos 80, sendo que Horn continuou a ser produtor e Downes juntou-se à banda ASIA, numa veia mais rockeira...quem não se lembra do grande sucesso de 1982 chamado Heat of the Moment?
No entanto, esta canção tornou-se num clássico dos anos 80 devido à sua utilização na fase inaugural do canal MTV em 1981, sendo o primeiro video passado neste canal de música (que de música agora não tem nada, infelizmente...), o que confere a este extraordinário tema um simbolismo tremendo. Pena que se tenha transformado num one hit wonder...
Por acaso, os meus pais não compraram este vinil mas recordo-me de ouvir esta canção durante a minha infância e de como bem mais tarde aprendi a apreciá-la como ela merece.
Como já tinha relatado anteriormente, a minha ligação com a música vem do berço, onde dormia embalada pelos sons melódicos que vinham do rádio...
Embora não entendesse uma só palavra, o meu corpo já se abanava todo ao som das melodias, o que para a minha mãe era um alivio tremendo.
Por isso, escusado será dizer que cresci a ouvir os vinis dos meus pais...para além do rádio, os vinis eram uma outra fonte de entretenimento para mim.
Convém dizer que os vinis começam novamente a aparecer timidamente em grandes lojas como a FNAC, mas sem a magnitude outrora.
Existiam 4 tipos de vinil:
LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches--- ou, "12 polegadas" (em português) ). Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre as primeiras gerações dos LP que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17,5cm de diâmetro (7 polegadas), que era tocado, normalmente, a 45 RPM. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido como, seven inches---ou, "7 polegadas" (em português) ); ou como compacto simples. Disco com 17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM). A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era tocado a 45 RPM. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.
Os meus pais tinham muitos LP's e singles e foi com eles que apurei o meu sentido musical e me entretive ao longo dos meus verdes anos.
Um dos vinis que mais ouvi durante a minha infância e adolescência (até comprar a versão em CD) foi a banda sonora do filme Febre de Sábado à Noite.
Quem não se lembra da imagem icónica de John Travolta, ainda novinho e magrinho, a dançar nas pistas de dança nos anos 70?
Aliás, este filme e, sobretudo, a sua banda sonora foram responsáveis pelo cimentar do género musical "Disco", muito em voga nos finais dos anos 70. Este género musical não conseguiu sobreviver à ira dos amantes do rock e nos inicios dos anos 80 já estava em perfeito declinio, com muitas bandas associadas a serem banidas das rádios americanas (caso do Bee Gees que sobreviveram nos anos 80 a compor para outros artistas).
Mas voltemos à banda sonora...Nos EUA, o disco foi galadoardo disco de platina quinze vezes, ficando nas tabelas da Billboard até 1980. Foi a trilha sonora que mais vendeu na historia com 40 milhões de cópias, até ser ultrapassada em 1992 pela banda sonora do filme O Guarda-Costas.
Durante o ano de 1978, os Bee Gees dominaram por completo as tabelas mundiais com este album, sendo que três canções cantadas pelo grupo foram nº 1 em vários paises: Staying Alive, How Deep Is Your Love e Night Fever. Quem é que consegue resistir, passados 35 anos, ás batidas frenéticas do famoso Staying Alive? É sempre sucesso garantido em qualquer discoteca que recorde as musicas de outrora.
Este album tornou-se num clássico instantâneo e fez parte da vida de muita gente, incluindo a minha. O filme até nem é nada de especial...limita-se a ser um Rebelde sem Causa dos anos 70. Mas a sua banda sonora é eterna e muito actual...aliás continua a ser uma fonte de inspiração para muitos artistas (já se perdeu a conta de quantas versões o How Deep Is Your Love sofreu...).
Para mim foi essencial...ouvi tanto o vinil até ficar todo riscado, mas valeu a pena...aliás, vale sempre a pena quando a alma não é pequena.
Lembro-me de ver quando era pequenita as famosas séries "Era uma vez...", dedicadas ao Homem, à Vida, ao Espaço, ao Corpo Humano, aos Descobridores, etc.
Era uma vez o homem foi criada e realizada por Albert Barillé nos estúdios Procidis em 1978 e conta a história do Homem e as origens da vida. A acção está centrada na vida familiar, de episódio em episódio, encontramos os mesmos personagens a braços com os problemas do seu tempo.A Toccata e Fuga em D menor de JS Bach serviu como genérico, a restante banda sonora foi composta por Yasuo Sugiyama. Esta notável série contribuiu essencialmente para várias gerações de espectadores terem uma paixão pela história da humanidade, através das aventuras de Pedrito e os seus muitos descendentes. Esta série foi um projecto europeu, com a participação do FR3 (França Regiões), CBC, a RAI (italiano Broadcasting), + SSR (Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão), RTBF (rádio e televisão belga) BRT (Radiotelevisão Belga), KRO (Holanda), N K (Norsk Rikskringkasting), SR (Sveriges Radio AB), RTVE (Televisão Espanhola), contou também com a participação do estúdio Tatsunoko do Japão . Foram produzidos 26 episódios de 25 minutos.
A série passou pela primeira vez na RTP em 78/79 em Francês com legendas em português.Passou novamente no inicio dos anos 80 e no inicio dos anos 90, sempre na versão original.
Era uma vez o espaço é uma série francesa de 26 episódios de 25 minutos, criada por Albert Barillé nos estúdios Procida em 1982. Esta série sucede-se Era uma vez o homem . Quase todas as personagens da série 1ª série aparecem na 2ª, incorporadas na decoração e cenários de ficção científica. A belíssima banda sonora foi escrita por Michel Legrand. A história narra o confronto de várias grandes potências da galáctica (a Confederação da Omega, que a Terra é um membro, a República Cassiopeia militar, chefiada pelo general Velhaco, o Grande Computador, uma espécie de super-poderoso computador, à frente de um exército de robôs), com o pano de fundo, o encontro de uma civilização de seres super-poderosos. O fio da história segue as aventuras de Pedrito, o filho do Coronel Pedro e sua amiga Psi, desde a sua estreia na polícia de Omega.
Depois do Homem e do Espaço, Albert Barillé criou e realizou Era uma vez a vida. Desta vez, Barillé propôs uma viagem por dentro do corpo humano. A série foi produzida nos estúdios Procidis em 1986 e foram produzidos 26 episódios. A música da série foi composta por Michel Legrand e o tema do genérico foi interpretado pela vencedora do Festival da Eurovisão de 1986, a Sandra Kim. Nesta série. voltamos a encontrar personagens de outras séries "Era uma vez...".
Depois do Fungágá da Bicharada, continuo no reino da banda desenhada onde vou encontrar outra memória bem interessante dos meus idos tempos de infância, onde para me distrair a minha mãe ligava o rádio ou então punha-me em frente à T.V. onde passava horas a ver a animação existente na altura.
Muitos de vocês se recordam da nossa amiga Maia, certo? Não me refiro à taróloga da SIC, mas sim à abelhinha que conquistou os nossos corações nos finais dos anos 70, principio dos anos 80 e que mais tarde ficou tristemente célebre por causa do seu amigo Calimero. Mas enfim...
A série Abelha Maia é uma adaptação do livro As aventuras da Abelha Maia de Waldemar Bonsels (1880-1952), publicado pela primeira vez em 1912. Na realização da série paraticiparam a Alemanha, a Áustria e o Japão. A série foi produzida em 1975, com realização de Hiroshi Saito, produção executiva de Koîchi Motohashi, desenhos de Susumu Shiraume, cenários de Nizô Takahash e música de Karel Svoboda. A série teve ainda a colaboração do cartonista americano Marty Murphy na criação das personagens. Foram produzidos 52 episódios. Nos anos 80 foi produzida uma segunda série.
A série estreou por cá em 1978 com dobragem em português, assim como a 2ª série que estreou no inicio dos anos 80.
Para a história fica o genérico da série cantado por Tozé Brito (cantor e compositor em voga na altura) juntamente com Fernanda de Souza (mais conhecida por Ágata, famosa cantora da musica popular ligeira que, mais tarde, se tornaria famosa com "Perfume de Mulher").