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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tutthitfrutti (1980)

Para completar esta ronda de colectâneas que marcaram a vida de muitos portugueses nos anos 80 (inclusive a mim através da belissima colecção de vinis dos meus pais), falo-vos da colectânea Tutthitfrutti, lançada pela Valentim de Carvalho em 1980.


Pouco há a dizer desta colectânea repleta de êxitos nacionais e internacionais de 1979 e 1980, alguns deles bem presentes nas rádios actualmente (o seminal Chico Fininho, por exemplo. Uma colectânea a recordar.

Aqui fica o alinhamento:

1 - Rui Veloso - Chico Fininho
2 - Rocky Brunette - Tired of toein' the line
3 - Concha - bombom
4 - Martha and the Muffins - Echo beach
5 - Hot Chocolate - No doubt about it
6 - Lara Li - Hoje há festa
7 - Ângela Maria - Amélia de você
8 - Racey - Such a night
9 - Shadows - Midnight cowboy
10 - The Vapors - Turning japanese
11 - Marco Paulo - Eu tenho dois amores
12 - Fools - It's a night for beautiful girls
13 - OMD - Electricity
14 - Timothy - Menina meu amor
15 - Laureano - Recordações de ti
16 - Suzi Quatro - She's in love with you
17 - Devo - Gates of steel
18 - Fischer Z - So long
19 - Joel Branco - A gente cresce, cresce
20 - Fevers - A menina dos meus olhos


 






Hot Stars (1980)



Continuando na senda das colectâneas que marcaram gerações de portugueses (eu incluida), falo-vos de uma que saiu em 1980 sob a alçada da Polygram e que como muitas que foram lançadas na alturas, continha grandes êxitos nacionais e internacionais (com alguma relevância para alguns artistas participantes da Eurovisão, como o caso de Sophie&Magaly, Prima Donna, Katja Ebstein, Tomas Ledin e Caroline Mas).

Aqui fica o alinhamento:

1 - ABBA - Gimme, Gimme, Gimme (A man after midnight)
2 - Boney M. - Gotta go home
3 - Gloria Gaynor - Let me know ( I have a right)
4 - Prima Donna - Love enough for two
5 - Maria Bethânia - Grito de alerta
6 - Blondie - Atomic
7 - Doce - Amanhã de manhã
8 - Tomas Ledin - Right now I
9 - Kiss - I was made for loving you
10 - Buggles - Video killed the radio star
11 - Katja Ebstein - It's showtime
12 - Chico Buarque/Moreira da Silva - 12 anos
13 - Carolyne Mas - Still sane
14 - Andy Gibb - Desire
15 - Paulo de Carvalho e Tozé Brito - Olá, então como vais?
16 - Sophie&Magaly - Papa pingouin















Jackpot - 32 Super Tops (1979)


Depois de dois meses de ausência, regresso a este cantinho musical cibernáutico com uma recordação de 1979.
Esta colectânea de seu nome Jackpot - 32 Super Tops fez parte dessa magnifica colecção de vinis dos meus pais e foi a primeira de muitas da série Jackpot, que fez as delicias de muitos ouvidos nos anos 80 (equivalente á serie Now, actualmente)




Este album compilava diversos êxitos do ano de 1979 de artistas e grupos que estavam ligados à editora Valentm de Carvalho.
Esta colectânea era constituida por dois discos que tinham a particularidade de ser um em azul e outro vermelho.
O primeiro era composto por 17 êxitos nacionais e internacionais, mas o segundo era composto por um medley "disco-sound" com os maiores êxitos de Amáia Rodrigues. Vivia-se os loucos anos 70, onde imperava os sons e os movimentos do filme Febre de Sábado à Noite e que originou (mesmo que de forma efémera) o género disco-sound. Portugal foi um entre muitos países que abraçaram esse género de forma brutal.

Aqui fica o alinhamento:

Disco 1:
1 - Marco Paulo: Mulher Sentimental
2 - Suzi Quatro&Chris Norman: Stumblin' in
3 - The Fevers: Boa sorte
4 - Rita Coolidge: We're all alone
5 - Shirley Bassey: This is my life (la vita)
6 - Manuela Bravo: Sobe, sobe balão sobe
7 - Gabriela Schaaf: Eu só quero
8 - Fátima Caldeira - Adeus à vida
9 - The Fevers: Onde estão os teus olhos negros
10 - Racey: Some girls
11 - Paco Bandeira: Chula da Livração
12 - Squeeze: Cool for cats
13 - António Mourão: Cara de cigana
14 - Lara Li: Fandango da Moda
15 - Olivia Newton-John: A Litlle more love
16 - Tommy Seebach: Disco tango
17 - Betty Missiego: Su cancion

Disco 2:
1 -Medley: Cheira a Lisboa, Nem às paredes confesso, Amália, Foi Deus, É ou não é, Vou dar de beber à dor, Fadinho serrano, Amália, Fadinho da Tia Maria Benta, Malhão da Águeda
2 - Medley: Lisboa Antiga, Amália, Barco Negro, Lisboa não sejas francesa, Amália, Coimbra, Solidão (Canção do Mar), Uma casa portuguesa, Amália


















quinta-feira, 15 de março de 2012

Herman José - A Canção do Beijinho (1980)

Esta é uma das muitas canções que não fazem parte da colecção fantástica de vinis dos meus pais, mas lembro-me bem de ouvir esta canção vezes sem conta na minha infância. Herman José, por esta altura, já era um humorista conhecido mas só conheceria o sucesso com presenças no Passeio dos Alegres, popular programa de televisão de 1981 apresentado por Julio Isidro. Aliás, foi neste programa que Herman apresentou ao público o seu famoso personagem Tony Silva, o rei de toda a música rô, que seria melhor explorado no programa Tal Canal de 1983.




Este single antecede o sucesso estrondoso que Herman iria conseguir nos anos 80 e foi escrito por outro talentoso artista, que tanbém iria se tornar famoso nos anos 80, de seu nome Carlos Paião.
Em 1981, Paião ganharia o Festival da Canção com o famoso Playback (que será falado mais tarde) e lançaria outros singles de igual sucesso como o Cinderela, em 1984. Mais tarde falarei de Paião.
Para a história fica esta canção do beijinho...uma simples e genial letra em que um rapaz tenta beijar uma rapariga, sem sucesso algum.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Vitinho

Acabo esta primeira ronda de memórias musicais e televisivas com o célebre amiguito das crianças, que alertava para a hora de dormir...
Pois... à pala desse amiguito fofo de seu nome Vitinho, a minha mãe obrigava-me a ir cedo para a cama e aí de mim se eu fizesse fita.
Recordo-me da almofadinha do Vitinho que nunca tive...dos bonecos que saiam nos pacotes das papas Milupa...que a minha mãe enfiava-me pela goela abaixo (especialmente a papa de arroz)...enfim, um conjunto de memórias ternas e eternas que ainda povoam por esta mente já cansada. Deixo-vos com o genérico que obrigava muitas crianças a deitarem-se cedo, mas que foi um marco na vida de muita gente.


Rua Sésamo

Mais outra série que me deixou saudades...a versão portuguesa da célebre série americana The Sesame Street, iniciada nos anos 70 e que era uma autêntica escola para os mais pequenitos. Por esta altura, entre 1989 e 1990, já estava a entrar perigosamente na adolescência mas nunca foi motivo para não seguir as peripécias de algumas personagens como o Poupas, o Egas e o Becas, o Mostro das Bolachas, o Conde de Contar, etc.
Estreou em Novembro de 1989 na RTP e terminou em Maio de 1990. A Rua Sésamo transformou-se num sucesso imediato, sendo bem recebida pelo publico infantil como pelo publico mais velho (onde eu me incluia). O programa passava de segunda à sexta na RTP á tarde mas como sucesso foi tão grande, começou a passar de manhã e repetia à tarde.
A primeira série teve 130 episódios com aproximadamente 30 minutos e realização de Ricardo Nogueira. Cada programa era composto pelos sketches da rua portuguesa com actores portugueses gravados nos estúdios da Tobis. Também eram apresentados vários documentários tipo "como se faz o pão" ou mostrar "como se faz uma lâmpada". O programa continha também animações feitas em Portugal e também da Rua Sésamo original. Como não podia faltar tinha os sketches com os famosos bonecos da Sesame Street que eram dobrados por actores portugueses com direcção do actor António Feio.
Após os 130 episódios a RTP voltou a repetir a primeira série, de Setembro de 1990 a Março de 1991 e voltou a repetir de Maio de 1991 a Novembro de 1991.
Foram muitas as crianças que começaram a dar os primeiros passos na leitura e não só através da Rua Sésamo. Uma verdadeira escola!!!
Aliás, vários actores tornaram-se famosos com esta série como Alexandra Lencastre e Vitor Norte.
Recordo-me da bugiganga que se vendia nos quiosques sobre a série...eram livros, revistas, material escolar, etc. Enfim, saudades...


Era uma Vez...

Lembro-me de ver quando era pequenita as famosas séries "Era uma vez...", dedicadas ao Homem, à Vida, ao Espaço, ao Corpo Humano, aos Descobridores, etc.
Era uma vez o homem foi criada e realizada por Albert Barillé nos estúdios Procidis em 1978 e conta a história do Homem e as origens da vida. A acção está centrada na vida familiar, de episódio em episódio, encontramos os mesmos personagens a braços com os problemas do seu tempo.A Toccata e Fuga em D menor de JS Bach serviu como genérico, a restante banda sonora foi composta por Yasuo Sugiyama. Esta notável série contribuiu essencialmente para várias gerações de espectadores terem uma paixão pela história da humanidade, através das aventuras de Pedrito e os seus muitos descendentes. Esta série foi um projecto europeu, com a participação do FR3 (França Regiões), CBC, a RAI (italiano Broadcasting), + SSR (Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão), RTBF (rádio e televisão belga) BRT (Radiotelevisão Belga), KRO (Holanda), N K (Norsk Rikskringkasting), SR (Sveriges Radio AB), RTVE (Televisão Espanhola), contou também com a participação do estúdio Tatsunoko do Japão . Foram produzidos 26 episódios de 25 minutos.
A série passou pela primeira vez na RTP em 78/79 em Francês com legendas em português.Passou novamente no inicio dos anos 80 e no inicio dos anos 90, sempre na versão original.




Era uma vez o espaço é uma série francesa de 26 episódios de 25 minutos, criada por Albert Barillé nos estúdios Procida em 1982. Esta série sucede-se Era uma vez o homem . Quase todas as personagens da série 1ª série aparecem na 2ª, incorporadas na decoração e cenários de ficção científica. A belíssima banda sonora foi escrita por Michel Legrand.
A história narra o confronto de várias grandes potências da galáctica (a Confederação da Omega, que a Terra é um membro, a República Cassiopeia militar, chefiada pelo general Velhaco, o Grande Computador, uma espécie de super-poderoso computador, à frente de um exército de robôs), com o pano de fundo, o encontro de uma civilização de seres super-poderosos.
O fio da história segue as aventuras de Pedrito, o filho do Coronel Pedro e sua amiga Psi, desde a sua estreia na polícia de Omega.





Depois do Homem e do Espaço, Albert Barillé criou e realizou Era uma vez a vida. Desta vez, Barillé propôs uma viagem por dentro do corpo humano. A série foi produzida nos estúdios Procidis em 1986 e foram produzidos 26 episódios. A música da série foi composta por Michel Legrand e o tema do genérico foi interpretado pela vencedora do Festival da Eurovisão de 1986, a Sandra Kim.
Nesta série. voltamos a encontrar personagens de outras séries "Era uma vez...".



Dartacão e os 3 Moscãoteiros

Chego finalmente à série que marcou a minha infãncia e que, até hoje, é recordada com muita saudade por milhares de fãs por essa Europa fora, incluindo Portugal. A canção título é daquelas canções que ficam gravadas na mente e que nunca mais desaparecem, apesar dos anos que vão pesando significativamente.
A série foi criada por Claudio Biern Boyd. Os 26 episódios foram produzidos em 1981 pela espanhola BRB internacional e a japonesa Nippon animation.
Dartacão é uma adaptação fiel do romance de Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, embora tenha alguns pormenores diferentes tais como: os protagonistas serem cães ou a amada do protagonista chamar-se Julieta em vez de Constance.
Esta série estreou em Portugal em 1983 aos sábados de manhã. Rapidamente tornou-se num sucesso, sendo repetida várias vezes na RTP. Em 1995 repetiu na TVI várias vezes e actualmente pode ser vista no Disney Channel com a mesma dobragem... felizmente.

 

As aventuras de Tom Sawyer

Outra memória musical e televisiva que recordo da minha infância é, sem dúvida, a série As aventuras de Tom Sawyer, como também o seu genérico.
Esta série é baseada no famoso livro do escritor americano Mark Twain, que lançou o seu livro mais conhecido em 1876. Editou ainda outros livros: em 1894 As Viagens de Tom Sawyer e em 1896 Tom Sawyer, Detective, além das aventuras do melhor amigo de Tom Sawyer, Hucleberry Finn.
A série foi produzida em 1980 pela Nippon Animation. Foram produzidos 49 episódios, realizados por Hiroshi Saito.
Lembro-me particularmente de ver esta série no mítico programa Agora Escolha com a desaparecida Vera Roquette, no intervalo onde decorria as votações para a escolha do programa a ser passado. Que ricos tempos...


Abelha Maia

Depois do Fungágá da Bicharada, continuo no reino da banda desenhada onde vou encontrar outra memória bem interessante dos meus idos tempos de infância, onde para me distrair a minha mãe ligava o rádio ou então punha-me em frente à T.V. onde passava horas a ver a animação existente na altura.
Muitos de vocês se recordam da nossa amiga Maia, certo? Não me refiro à taróloga da SIC, mas sim à abelhinha que conquistou os nossos corações nos finais dos anos 70, principio dos anos 80 e que mais tarde ficou tristemente célebre por causa do seu amigo Calimero. Mas enfim...
A série Abelha Maia é uma adaptação do livro As aventuras da Abelha Maia de Waldemar Bonsels (1880-1952), publicado pela primeira vez em 1912. Na realização da série paraticiparam a Alemanha, a Áustria e o Japão. A série foi produzida em 1975, com realização de Hiroshi Saito, produção executiva de Koîchi Motohashi, desenhos de Susumu Shiraume, cenários de Nizô Takahash e música de Karel Svoboda. A série teve ainda a colaboração do cartonista americano Marty Murphy na criação das personagens. Foram produzidos 52 episódios. Nos anos 80 foi produzida uma segunda série.
A série estreou por cá em 1978 com dobragem em português, assim como a 2ª série que estreou no inicio dos anos 80.
Para a história fica o genérico da série cantado por Tozé Brito (cantor e compositor em voga na altura) juntamente com Fernanda de Souza (mais conhecida por Ágata, famosa cantora da musica popular ligeira que, mais tarde, se tornaria famosa com "Perfume de Mulher").




Fungagá da Bicharada

Eu nasci em 1978 e desde o berço criei um elo muito forte com a música. Minha mãe dizia-me que bastava ligar o rádio e eu deixava-me embalar com os sons melódicos que saiam do aparelho, até adormecer.
A minha 1ª recordação musical é, sem dúvida o Fungagá da Bicharada. Convém regressar a 1976, ano em que estreou na RTP (único canal televisivo existente em Portugal) o programa com o mesmo nome da autoria de Júlio Isidro e José Barata Moura. Escusado será dizer que foi um programa infantil com muito sucesso, onde em cada programa era apresentado um animal e uma cantiga sobre o mesmo, sempre de uma forma divertida e educativa. O programa começou por ser apresentado pelo Júlio Isidro e por José Barata Moura. Mais tarte passaram pelo programa Ana Mayer, Cândida Branca Flôr, Tozé Brito, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, entre outros.
Apesar de alguma criticas, o programa teve de imediato a receptividade das crianças e até foi editada uma revista do programa pela editora Editus em Outubro de 1976. A publicação semanal terminou após 41 números. A revista infantil foi dirigida por Júlio Isidro e com produção de Carlos Graça. A administração e publicidade ficavam a cargo de Hugo Lourenço e de Artur Andrade. O arranjo gráfico era de Victor Mesquita, José Antunes, e Catherine Labey.
Entre os seus colaboradores literários contavam-se Maria Alberta Menéres, Maria João Duarte, António Torrado, Eduarda Chiote, José Jorge Letria, Júlio Isidro, Maria Isabel de Mendonça Soares, e Mário Castrim.
Foram lançados 3 LP's, sendo que o 1º disco ficou a cargo de José Barata Moura, o 2º contou com temas da autoria de Tozé Brito e Mike Sergeant (que formariam o grupo GEMINI) e com a participação de Cândida Branca Flor e o 3º disco foi gravado por Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo e contou com a participação de Júlio Isidro.
O programa terminou em 1977, mas o seu tema principal será sempre recordado por trintões como eu que cresceram ao som do mesmo.